#58 A Culpa É das Estrelas/John Green

Já tinha visto o filme e estava muito curiosa para ler o livro. A Culpa É das Estrelas foi bem adaptado mas ler o livro é muito melhor.

A narrativa é fluida, te faz ler rápido e John Green prende a sua atenção. No livro, Hazel e Augustus têm câncer e se apaixonam após se conhecerem no grupo de apoio. Ela reluta porque sabe que vai morrer. Ele se joga de cabeça. Ela tem um câncer de tireoide com metástase pulmonar e ele osteossarcoma. Parece livro adolescente mas não é porque implica várias questões e reflexões.

Ela empresta para Gus um livro que ama A Aflição Imperial e o instiga a tentar descobrir o fim dos personagens, já que Van Houten deixa o final em aberto. Para ajudar Hazel a descobrir o que aconteceu, Augustus entra em contato com autor por email e decide visitar até a Holanda para encontrá-lo. Gasta seu dinheiro para realizar o sonho de Hazel. Ele, ela e a mãe dela viajam para Amesterdã. Hazel é internada uma semana antes, os pais relutam em levá-la mas a médica dela, Maria, a autoriza a viajar com balão de oxigênio e tudo.

O encontro com Van Houten é frustrante onde eles os trata mal. essa situação faz sua secretária que foi a mediadora do encontro se demitir. Hazel fica deprimida e Augustus decide proporcionar a ela alegrias. Eles acabam indo a um restaurante e depois ficam juntos. Hazel mesmo relutando e dizendo tudo que lhes pode acontecer, acaba cedendo.

A secretária para compensar os leva ao Museu de Anne Frank, um dos locais mais visitados de Amsterdã. Hazel quase não consegue chegar até o fim por falta de ar mas acaba se superando.

Nunca tive vontade de visitar Amesterdã até ver o filme e depois ler o livro. Há um banco na cidade em frente ao canal que relembra a passagem do livro em que eles observam o rio e refletem sobre Van Houten, a vida, a morte e todas as suas questões.

O livro é fascinante e se falar mais darei spoiler. Fala principalmente da amizade em tempos difíceis e do questionamento da vida e da morte. Augustus também fala de sua preocupação e de ser notado e de deixar uma marca na vida das pessoas, já que tem seu tempo limitado. Sua doença volta e metastiza. Ele morre mas deixa em Hazel profundas marcas. A amizade de Isaac, o menino que acaba ficando cego por um tumor no olho também é linda porque mostra as descobertas, a identidade, o suporte e um jeito de levar a vida com leveza apesar das agruras.

Destaque para os pais de Hazel porque abdicam de sua vida em prol da filha, gerando conflitos, mas uma reviravolta deixa Hazel profundamente feliz. A mãe decide voltar a fazer faculdade e seguir em frente.

Vi o filme com Tais e minha mãe após um problema de saúde dela e chorei muito. Minha mãe também ficou emocionada. Hoje terminei de ler depois que minha mãe faleceu(já tem sete meses) e me deixou marcas, cicatrizes. Foi o melhor livro que li superando Como eu era antes de você, de Jojo Moyes. Vale muito a pena ser lido. Recomendo absurdamente.

 

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#57 Depois de você, de Jojo Moyes

É a continuação de Como eu era antes de você. É inferior ao primeiro livro, decepciona por isso, mas vale a pena ver o que aconteceu com Louisa depois que Will faleceu. Suas viagens, seu luto, seu grupo de apoio e a tentativa de reconstruir a sua vida e viver um grande amor.

Confesso que o segundo livro não tem o pique e a profundidade do primeiro, mas vale a pena ser lido.

Louisa acaba descobrindo após um período de luto, que Will tem uma filha, Lily. Ela é fruto de um relacionamento dele com uma antiga namorada. No grupo de apoio onde as pessoas falam de sua perda, Louisa acaba conhecendo Sam por quem se apaixona e daí descobrimos tudo o que ela volta a sentir depois de perder Will.

O livro é bom mas não tão envolvente como o primeiro. O interessante é experimentar a vivência de Louisa e seu crescimento pessoal.

Recomendo! Mas leia antes Como eu era antes de você, o melhor livro que eu li na vida.

 

#56 Rita Lee, uma autobiografia

O livro é excelente e muito bem escrito. Rita Lee é muito sincera ao falar de todas as suas preipécias desde a tenra infância, até o uso de drogas, a entrada nos Mutantes, a saída, a carreira solo e seu encontro com Roberto de Carvalho que deu um novo sentido à sua vida.

O livro é um bestseller e é delicioso de se ler. Cada vez que ela fala de um sucesso musical, impossível não viajar e relembrar todas as canções que marcaram nossas vidas. E não são poucas. Da Rita eu tinha um LP e uma fita cassette.

É a própria Rita quem escreve e divinamente. Sua história é muito interessante. A amizade com Elis também é um capítulo à parte. Ela também conta todas as roubadas em que esteve envolvida. Eu fiquei surpresa com seu lado católico e com o extremo amor que sempre devotou aos pais e às tias. Elas por sinal foram sempre amparadas por ela e Roberto. Inclusive os ajudaram a criar os três filhos Beto, João e Antonio.

Rita esteve no Conversa com Bial para falar do livro e a entrevista é uma das melhores do ótimo programa. Também vale a pena ver!

 

#55 Não se enrola, não – Isabela Freitas

O livro é de autoajuda, mas ao mesmo tempo conta as agruras de Isabela Freitas na cidade grande, São Paulo, um fenômeno na Literatura depois de lançar seu livro Não se apega, não.

O livro flui e é fácil de ler. E ele acaba reforçando a tese de empoderamento e autoconfiança nas mulheres.

Ela escreve bem e consegue se aproximar dos jovens.

Para passar o tempo e conseguir pegar as dicas de como lidar com o crush, vale a pena! Super recomendo!!!

 

Sinopse: A vida de Isabela dá uma completa reviravolta depois do sucesso de seu blog, Garota em Preto e Branco. Decidida a perseguir seus sonhos, ela abandona o curso de direito, deixa a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), e se muda para São Paulo tão logo conquista um emprego numa badalada revista on-line. Enquanto se adapta aos novos tempos numa quitinete no Baixo Augusta, Isabela escreve seu primeiro livro. Seria perfeito se no apartamento em frente não morasse o envolvente Pedro Miller e os dois não se embolassem regularmente sob o mesmo lençol. Não, não é namoro. Não, não é apenas amizade. É algo muito mais enrolado, um relacionamento sem um nome definido. Um “isso”, como diz a personagem. Embora não tenha coragem de confessar seus sentimentos, Isabela sabe que está perdidamente apaixonada pelo seu melhor amigo.

 

 

Escritora Ruth Rocha revive parceria e lança coleção infantil

ruth-rochaOFICINAS DE DESENHO E FOTOS GRATUITAMENTE PARA AS CRIANÇAS E DISTRIBUIÇÃO DE AUTÓGRAFOS DA ESCRITORA, SÃO ALGUMAS DAS ATRAÇÕES!

 

No dia 18 de março/2017 (sábado), a partir das 14h, a Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena/SP) será palco de um grande evento literário, com Ruth Rocha.

Depois da bem-sucedida parceria entre os autores Ruth Rocha e Otávio Roth, que resultou, entre outras publicações, nos livros: “Azul e Lindo: Planeta Terra Nossa Casa” e “Declaração Universal dos Direitos Humanos” (Coleção Constelação), a Editora Salamandra lança, agora, a Coleção “Coisinhas à toa que deixam a gente feliz”, em quatro volumes, dois de autoria de Otávio e dois inéditos de Ruth, em edição especial e limitada.

Em ocasião da festa de lançamento da Coleção, será realizada a montagem de uma ** Árvore (peça de arte colaborativa criada pelo autor e artista plástico Otávio Roth), que comporá o cenário lúdico e acolhedor para crianças e adultos. Estão previstas, ademais, diversas atrações gratuitas, como: oficinas de desenho e fotos para crianças, sessão de autógrafos com Ruth Rocha e bate-papos.

** A Árvore – A obra de arte colaborativa e itinerante, concebida pelo artista plástico Otávio Roth em 1990, para um evento na escola das Nações Unidas, sintetiza valores-base do trabalho do artista. O compromisso com a paz, a integração entre crianças de diferentes culturas, a crença na arte como elemento agregador e de sensibilização de adultos e crianças entorno de temas caros a sociedade, como a convivência pacífica, direitos humanos e sustentabilidade, são algumas das mensagens transmitidas por essa grande árvore, composta por folhas pintadas individualmente por mais de 60.000 crianças, de cerca de 70 países.

E, para participar desta obra de arte colaborativa, (Projeto “A Árvore”), que permanecerá na Livraria da Vila dos dias 11/03 a 20/03, acontece, gratuitamente, a partir das 14h do dia 18/03,  a Oficina “O que deixa a gente feliz”. Crianças serão convidadas a se inspirar nos versos e ilustrações dos livros para criar suas próprias representações de felicidade, desenhando em folhinhas que serão coladas na árvore. Cada folhinha ilustrada traz o nome, a idade e a cidade da criança.

Ainda como parte da programação no dia do Lançamento da Coleção “Coisinhas à toa que deixam a gente feliz”, outra atividade para as crianças será a Foto Divertida “O que deixa a gente feliz. Um painel montado com as capas dos livros servirá de fundo para que os rostos das crianças sejam fotografados. Enquanto aguardam a impressão, farão um porta-retrato em origami para levarem de lembrança do evento.

E, para finalizar a programação do dia 18, a partir das 16h, Ruth Rocha, Ana Roth e Isabel Roth (filha de Otávio Roth) fazem a abertura oficial do evento, seguida da sessão de autógrafos. A jornalista e amiga, Mona Dorf finaliza com uma homenagem.

 

Serviços:

Lançamento da “Coleção Coisinhas à toa que deixam a gente feliz ” – Ruth Rocha e Otavio Roth

Local: Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena/SP

Data: 18 de março/2017

Horário: a partir das 14h

Estacionamento com manobrista:

Até as 18h: R$ 6,00 (sendo cliente) – até 2h

Após 2h, + R$ 2,00 adicional

A partir das 18h: R$ 10,00

 

Programação Completa:

A partir das 14h – Oficinas para as crianças “O que deixa a gente feliz”;

A partir das 16h – Lançamento da Coleção com a participação de Ruth Rocha, Ana Roth, Isabel Roth e Mona Dorf. Sessão de autógrafos com Ruth Rocha.

 

Sobre a Coleção “Coisinhas à toa que deixam a gente feliz”:

Em 1993, o autor Otavio Roth teve a ideia de escrever uma série infantil que falava de pequenas coisas que podiam deixar a vida mais feliz. Coisas como acordar com cafuné, começar caderno novo, comer pão quentinho de manhã, ter um vaga-lume aceso na mão etc.

Criou então dois livros delicados, com versos singelos e bem-humorados, chamados “Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz” e “Outras duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz”.

Na época, a escritora Ruth Rocha, que já havia publicado alguns livros em parceria com Roth – entre eles, Azul e lindo: Planeta Terra, nossa casa e Declaração Universal dos Direitos Humanos —, assinou os textos para a contracapa dessa nova coleção.

Agora, a Salamandra está relançando a coleção “Coisinhas à toa que deixam a gente feliz” com mais dois volumes de autoria da própria Ruth Rocha, que quis assim prestar uma homenagem ao seu antigo parceiro de histórias: “Mais duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz” e “Novas duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz”.

Compostos por 24 versos e ilustrados com delicadeza por Mariana Massarani, os livros revelam e valorizam os pequenos prazeres cotidianos, como cheirar mato molhado, estourar plástico bolha e vestir pijama de flanela. Quem escreve a contracapa dos novos volumes é o escritor e poeta paulista Fabrício Corsaletti

“O que há em comum entre começar um caderno novo, fazer guerra de almofada, deitar num travesseiro macio, estourar plástico bolha e comer espaguete al dente? Isso mesmo: são coisinhas à toa que deixam a gente feliz. Nos quatro livros que compõem a coleção Coisinhas à Toa — dois deles publicados por Otavio Roth em 1993 e os outros dois escritos posteriormente, “à moda de Otavio Roth”, pela Ruth Rocha —, os autores listaram algumas dúzias desses pequenos prazeres do dia a dia, nos quais, pensando bem, a gente nem repara direito, mas que, pensando melhor, representam boa parte da nossa alegria cotidiana. Ilustrada pelos desenhos vibrantes e multicoloridos de Mariana Massarani, esta coleção de frases-achados forma um verdadeiro baú de banalidades mágicas, dessas que só os poetas sabem reconhecer e, para nossa sorte, nos revelar.”Fabrício Corsaletti

Valores:

Título Preço de capa
Duas Dúzias De Cosinhas À Toa Que Fazem A Gente Feliz R$ 42,00
Mais Duas Dúzias De Coisinhas À Toa Que Fazem A Gente Feliz R$ 42,00
Novas Duas Dúzias De Coisinhas À Toa Que Fazem A Gente Feliz R$ 42,00
Outras Duas Dúzias De Cosinhas À Toa Que Fazem A Gente Feliz R$ 42,00

 

Sobre Ruth Rocha:

Ruth Rocha é uma das escritoras mais amadas pelas crianças no Brasil. Com livros que falam de ética, que criticam o poder autoritário e tratam a criança com respeito, sua obra é apreciada, também pelos professores e pelos pais, há três gerações.

Iniciou sua carreira como orientadora educacional, onde vivenciou as dificuldades das crianças em seu ambiente cotidiano. Sua primeira história foi “Romeu e Julieta” publicada na revista Recreio, mas é “Marcelo, Marmelo, Martelo” seu texto mais conhecido. É considerado um marco da literatura infantojuvenil no Brasil e também ganhou traduções em diversas línguas.

Em 1989, “Uma História de Rabos Presos” foi lançado no Congresso Nacional e em 1990, sua “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e “Direitos das crianças segundo Ruth Rocha” foram acolhidas na sede das Organizações das Nações Unidas.

Recebeu, em 1998, das mãos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, a Comenda da Ordem do Ministério da Cultura. Tem vários livros premiados e ganhou seis prêmios Jabuti, o maior prêmio da literatura do país. Foi escolhida para fazer parte do Pen Club-Associação Mundial dos escritores e é membro da Academia Paulista de Letras.

Irreverente, popular e ética, já vendeu mais de 40 milhões de livros dos quais 2 milhões em outros países. Como jornalista, assinou o editorial de Educação da Revista Cláudia e foi editora e orientadora pedagógica da Revista Recreio.

Sua obra é uma das mais lidas no país pelas crianças e tem participação expressiva nos programas de incentivo à leitura promovidos pelo Ministério da Educação. Só em 2012, 109 títulos de sua autoria foram adotados por escolas públicas de todo o país.

 

Por Anna Barros

 

#54 Transformando suor em ouro – Bernardinho

suor-em-ouroO livro conta a maneira obstinada que Bernardinho conquistou tudo na sua carreira. É mais que um livro de autoajuda, é uma forma de dar um upgrade na sua vida, tentando tirar lições passadas por Bernardinho, principalmente através de livros e de práticas.

Bernardinho é sinônimo de sucesso. Um técnico de vôlei que sempre apostou no trabalho e na determinação para conquistar todos os seus títulos como técnico consagrado de clubes e da seleção brasileira feminina e depois masculina de vôlei.

Livro fácil de ler e bastante didático e dinâmico.

Super recomendo!

 

Sinopse:

Mais do que relatar uma epopéia esportiva emocionante, o livro apresenta facetas desconhecidas do treinador ao mostrar em detalhes como Bernardinho burilou o método que batizou de Roda da Excelência. O agora  ex-treinador da seleção brasileira masculina de vôlei revela-se um grande estudioso, um leitor atento dos mestres, tanto do esporte quanto da administração, como John Wooden, Winston Churchill e James Hunter. Retira deles o que cada um tem de melhor e, nas quadras, testa esses ensinamentos, incorporando alguns, descartando outros, adaptando muitos. Bernardinho revela por inteiro o “segredo” que fez dele um dos palestrantes mais requisitados por grandes empresas em busca de um diferencial competitivo no mundo dos negócios.

Por Anna Barros

 

 

Lista de livros de 2017

o-guia-do-mochileiro1- O Guia do Mochileiro das Galáxias –  Douglas Adams

2- Nós – David Nicholls

3- Depois de você – Jojo Moyes

4- Humano Demais, a biografia do Padre Fábio de Melo – Rodrigo Alvarez

5- Percy Jackson: Mar de Monstros – Rick Riordan

6- Porque sofremos – Huberto Rohden

7- A invenção da Cultura – Roy Wagner

8- Clarice – Benjamin Moser

9- Silver Lining Playbook – Matthew Quick

10- Não se  Enrola, Não – Isabella Freitas

11- Rita Lee, uma Autobiografia – Rita Lee

12- Harry Potter e a criança amaldiçoada – JK Rowling

13- Dr Jhivago – Boris Pasternak

14- Medo Clássico – Edgard Allan Poe

 

 

Você conhece Alice Munro?

A escritora canadense Alice Munro (Foto: Divulgação/Cia das Letras)

Biografia
A escritora Alice Munro nasceu em 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá. Ela é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas e foi a ganhadora do Nobel de Literatura em 2013.

Segundo o comitê da premiação, Munro é “mestre da narrativa breve contemporânea” e “aclamada por sua narrativa afinada, que é caracterizada pela clareza e pelo realismo psicológico”.

Alguns críticos a consideram “a Chekhov canadense”, em referência ao escritor russo Anton Chekhov, por seus contos serem centrados nas fraquezas da condição humana.

“Eu sabia que estava na disputa, sim, mas nunca pensei que venceria”, disse Munro à agência The Canadian Press, em Victoria.

Entre os numerosos prêmios literários recebidos ao longo de sua carreira, destaca-se o Man Booker Prize, em 2009.Entre suas obras mais conhecidas estão “Fugitiva” (2006), “Felicidade demais” (2010) e “O amor de uma boa mulher” (2013).

Ela começou a estudar Jornalismo e Inglês na University of Western Ontário, mas interrompeu os estudos quando se casou em 1951. Junto com seu marido, ela se mudou para Victoria, em British Columbia, onde o casal abriu uma livraria. Seu primeiro livro foi publicado em 1968, com o título “Dance of the happy shades”, que recebeu bastante atenção no Canadá.

Três dicas de livros de Alice Munro:

5a253bd5-ab4e-4be9-a347-69e7084deaf2“Uma história de ninar, em que todos os detalhes eram importantes e precisavam ser acrescentados a cada vez, e isso com relutância convincente, timidez, risinho, que safada, que safada.” Trecho do conto que dá título à Fugitiva, coletânea de narrativas de Alice Munro, essa frase, calculada e ao mesmo tempo natural, sincera, sem amarras, poderia representar bastante, como um objeto visto por lente de aumento, a prosa da autora canadense: histórias de ninar, cheias de detalhes pessoais e próprios de intimidades, de momentos em que se está livre do olhar de um terceiro.

Vencedora do Nobel de Literatura de 2013, Alice Munro apresenta em Fugitiva as obscuras e frágeis fundações de relacionamentos, de descobertas juvenis ou tardias, de enfrentamento ou aceitação de mistérios no universo feminino. As mulheres de Munro, e especialmente neste livro, se encontram em constante questionamento: a idade, o trágico e o belo de correr atrás de um homem que acaba-se de encontrar no trem, a insegurança e o desejo em forças opostas na relação entre marido e esposa.

Cada conto se desdobra em movimentos que geram uma reação inesperada, como nas histórias de ninar, em que tudo reside calmamente até que surge o elemento desequilibrador. Que, mais do que pôr a própria narrativa em xeque, deixam cada personagem fora de órbita, atraídos e repelidos por forças que nem eles, tampouco o narrador, sabem a origem. O cenário, apesar de ser sempre o do norte canadense, se transporta para aquela esfera universal que faz de uma obra literária um clássico atemporal.

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Como nas demais coleções de contos da autora, mestre da forma breve, nos vemos diante de personagens que caminham nas beiradas da existência, arrancadas de seu cotidiano por golpes incisivos do destino e da loucura. Mas este ‘Vida querida’ tem um diferencial que o coloca num nível novo; a última parte do livro traz as quatro únicas narrativas autobiográficas já publicadas por Munro, que emprega toda a sua habilidade literária para rever sua vida, além de refletir sobre o ato de narrar, a ficção e os temas que regem sua obra – memória, trauma, morte. Vida – vida.

12865_ggPrêmio Nobel de Literatura 2013.

Em O amor de uma boa mulher — publicado originalmente em 1998 e vencedor, nos Estados Unidos, do National Book Critics Circle Award —, Alice Munro oferece ao leitor mais uma fornada de seus contos de fôlego, marcados pela destreza dos planos cinematográficos e pelo olhar duplo, ao mesmo tempo panorâmico e intimista. A canadense fez das pequenas cidades espalhadas pelo condado de Huron o território privilegiado de sua ficção e detecta nas franjas do meio rural aqueles indivíduos de algum modo deslocados da norma. A velhice, a doença, o transtorno mental ou a simples diferença com relação à maioria pontuam os textos.

Em Munro, há uma intuição de que a condição feminina se conecta por vários caminhos com a marginalidade. Uma personagem do conto “Jacarta” sobrevive dando aulas de ballet depois que o marido jornalista supostamente morre num país distante, a protagonista de “Ilha de Cortes” deseja ser escritora, mas fracassa, Pauline, a jovem mãe de “As crianças ficam”, tem uma aparência peculiar que a faz ser convidada para interpretar o papel de Eurídice numa montagem teatral amadora, experiência que irá transformar a sua vida.

A Hora da Estrela – Clarice Lispector

A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo pelo escritor Rodrigo S.M., alter-ego de Clarice Lispector, de um modo que busca permitir aos leitores acompanhar o seu processo de criação. O autor faz o relato da vida triste e sem perspectiva da alagoana Macabéa, pontuada com as informações do ‘Você sabia?’ da rádio Relógio, sinistro metrônomo a comandar o ritmo de seus últimos dias de vida. Para a cartomante Carlota, a quem Macabéa procura em busca de um sopro de esperança, esses dias derradeiros deveriam ser coroados com o casamento com um estrangeiro rico. Mas, ironicamente, Macabéa termina sob as rodas de um automóvel de luxo Mercedes-Benz.

Canal Nina e suas Letras
Vídeo explicativo do Projeto Mindlin
Nina e suas letras: Vamos ler ” A hora da estrela”

Indicação :
Em Cena – Produção da Globo sobre o livro com direção de Guel Arraes e Regina Casé

 

 

Diálogos Impossíveis – Luis F. Veríssimo

Você já  criou um grande desafio literário para 2017? Eu engatei na ideia do Canal Livrada (youtube) e vou participar cheia de coragem. Veja os tópicos deste desafio e arrisque!!

Desafio Livrada 2017

1- um vencedor do Jabuti
2- um livro japonês
3- um livro que explore o erotismo
4- um roman à clef
5- um livro com um protagonista detestável
6- um livro triste
7- um autor que você já conheceu pessoalmente
8- um livro com engajamento político
9- um livro que você ganhou de um amigo
10- um romance psicológico
11- um livro escrito antes do renascimento
12- um livro já resenhado pelo Livrada!
13- um livro de correspondência
14- um livro que se passa em lugar em que você já esteve
15- vida e Destino

Veja o vídeo original do Livrada