Dobradinha Literária #25 : Chico Bento Pavor Espaciar – Grafic MSP

Tinha tudo para ser mais uma noite tranquila na Vila Abobrinha. Mas Chico Bento, o seu primo Zé Lelé, o porco Torresmo e a galinha Giserda acabam abduzidos por alienígenas que têm planos sinistros. Em Pavor Espaciar, o autor Gustavo Duarte reinterpreta os personagens de Mauricio de Sousa mesclando perigo, aventura, suspense e humor…

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#14 Ensaio sobre a cegueira/José Saramago

ensaio-sobre-a-cegueira-livroLi esse livro também para a faculdade de Jornalismo e me encantei por ele. Saramago tem um jeito peculiar de escrever: sem pontuação. E usa de muitas metáforas.

Uma cegueira atinge uma população no mundo todo e só a esposa do oftalmologista não fica cega. Todos acabam indo para um sanatório para serem isolados a fim que que a cegueira não contagie mais pessoas. Ali, percebemos todas as misérias humanas, tudo que as pessoas são capazes de fazer: trapacear, abusar, roubar comida. E isso no mundo também porque eles tentam escapar e conseguem porque há um líder malvado no hospital que quer dominá-los. O mundo, por causa da cegueira global, acaba vivendo uma espécie de barbárie. Bem parecido com o que estamos vivendo hoje, enxergando.

A cegueira que Saramago aborda é a cegueira espiritual onde valores como amor e solidariedade estão escassos. A única mais solidária é a mulher do médico que acaba tendo que aguentar a traição do marido no hospital em que estavam.

Há muitos simbolismos no livro. Saramago era genial. Ele era ateu. Mas usa um simbolismo cristão ao fazer uma metáfora com a vida de Paulo de Tarso, antes da conversão, Saulo, que fica cego após cair do cavalo no caminho para Damasco, onde ia perseguir cristãos, e Deus traz a sua visão através de Ananias. Essa parte em que os cegos, o oftalmologista e a mulher do médico entram na igreja e ela conta sobre a imagem de Paulo, que virou São Paulo, é muito interessante.

Vale também a pena assistir ao filme, que é dirigido pelo nosso Fernando Meirelles e tem no elenco Mark Ruffalo, Juliane Moore e Gael Garcia Bernal, dentre outros.

Super recomendo!!  O livro é um dos meus favoritos!!

Sinopse: Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

Dobradinha Literária #24 : Piteco – Grafic MSP

O povo de Lem se vê obrigado a migrar porque o rio próximo à aldeia secou. Mas o valente caçador Piteco decide não ir, pois precisa resgatar Thuga, que foi raptada pela tribo dos homens-tigre. O paraibano Shiko mistura a sua origem nordestina à essência do homem das cavernas criado por Mauricio de Sousa.

Dobradinha Literária #23 : O Sol é para todos – Harper Lee

De posse de um dos maiores prêmios da  literatura, Harper Lee nos brinda com um best seller atemporal, que saiu das páginas e da mente das pessoas para ganhar  as telas do cinema na década de 60 contando com a presença de ilustres atores, entre eles  o fantástico Gregory Peck.

Uma emoção latente tanto na produção cinematográfica, quanto na literatura, que nos conscientiza sobre uma realidade tão atualmente velada quanto o racismo.

Bienal do Livro do Rio 2015

11951670_10201101809742907_5520389799949531168_oA Bienal do Livro do Rio começou no dia 3 e vai até o dia 13. Eu fui no último dia 6 e adorei! A Bienal está mais organizada, tem mais stands e ótimas promoções. Comprei livros até com 20% de desconto.

O país homenageado é a Argentina que fica num stand lindo, meio glacial e onde há palestras em horários que você pode checar na programação da Bienal através de um jornalzinho.

A única coisa ruim foi o trânsito e a má sinalização porque está rolando uma obra giga da Transcarioca. Eu me perdi e tive que voltar e achar o caminho certo. O lado bom é que vi as obras do Parque Olímpico.

O Riocentro para quem é fora do Rio fica na Avenida Salvador Allende, em frente à Cidade do Rock que será palco do Rock in Rio dentro de alguns dias. O estacionamento é amplo com pessoas bem treinadas sinalizando e gentis. Ele custa 22 reais em preço único. A dica é pagar assim que se chega para evitar as filas homéricas.

O ingresso da Bienal é 16 reais, a inteira e 8, a meia. Professores não pagam.

O stand que eu mais gostei foi o da Intrínseca, no Pavilhão Azul onde comprei Nós, de David Nicholls, O jovem Sherlock Holmes – Gelo Negro, de andrew Lane e Quase uma rockstar, de Matthew Quick. Além disso, ganhei muitos marcadores de livro. Amo!

O Pavilhão Laranja tem muitos livros a dois e cinco reais e é mais voltado para crianças.

O Pavilhão Verde tem livros raros e de  sebos.

Eu gostei mais do Pavilhão Azul, como sempre. Também comprei O Mistério da Estrela, de Neil Gaiman.  Sou fã de seus quadrinhos. Fiz um trabalho para a faculdade sobre história em quadrinhos com meus colega Leonardo Coelho e adoro lê-lo.

Queria ter gasto mais, mas me segurei muito. Tem um lugar no Pavilhão Laranja para tirar selfies e não consegui ir a nenhuma palestra do Café Literário. É bom pesquisar os palestrantes.

David Nicholls que escreveu Um Dia, deu palestra no sábado, dia 5, à noite. Depois soube. Vale conferir a programação.

Para quem ama livros como eu, a Bienal é um Parque de Diversões. Imperdível.

Faltou a minha amiga e colunista do Coração e do Dobradinha Literária, Arita Souza!

Crédito da foto: Anna Barros

Dobradinha Literária #22: Penadinho Vida – Grafic MSP

Um dos muitos livros deste homenageado da Bienal do Rio 2015. Parabéns Maurício de Souza, agora, cidadão carioca! Um grande brasileiro de destaque internacional.

#13 A Hora da Estrela – Clarice Lispector

a hora da estrelaLi o livro na faculdade de Jornalismo, para a aula de Teoria Literária, do genial professor Aristides Alonso. É simplesmente sensacional. Como tudo que Clarice Lispector escreve.

Em muitos momentos nos sentimos como Macabéa ao analisar seus sonhos, suas agruras, desilusões. Ela representa uma pessoa simples e como nordestina, a essência da brasileira, em tudo de mais puro e sublime.

É trabalhadora e busca o amor por mais que ele lhe seja revelado de forma vil e ruim.

O final demonstra uma cena corriqueira na vida urbana onde reina o descaso e o desprezo pelo ser humano, não só no Brasil como no mundo.

A Hora da Estrela é uma obra-prima que deveria ser instituída em todo o currículo escolar de ensino médio. É um livro para a vida com sua profunda reflexão sobre o ser humano e sua inserção no mundo.

O narrador conta a história de Macabéa, jovem alagoana de 19 anos que vive no Rio de Janeiro. Órfã, mal se lembrava dos pais, que morreram quando ela era ainda criança. Foi criada por uma tia muito religiosa e moralista, cheia de superstições e tabus, os quais ela passou para a sobrinha.

Essa tia também tinha certo prazer mórbido em castigar Macabéa com cascudos na cabeça, muitas vezes sem motivo, além de privá-la de sua única paixão: a goiabada com queijo na sobremesa. Assim, depois de uma infância miserável, sem conforto nem amor, sem ter tido amigos nem animais de estimação, Macabéa vai para a cidade grande com a tia.

Sinopse: O narrador conta a história de Macabéa, jovem alagoana de 19 anos que vive no Rio de Janeiro. Órfã, mal se lembrava dos pais, que morreram quando ela era ainda criança. Foi criada por uma tia muito religiosa e moralista, cheia de superstições e tabus, os quais ela passou para a sobrinha.

Essa tia também tinha certo prazer mórbido em castigar Macabéa com cascudos na cabeça, muitas vezes sem motivo, além de privá-la de sua única paixão: a goiabada com queijo na sobremesa. Assim, depois de uma infância miserável, sem conforto nem amor, sem ter tido amigos nem animais de estimação, Macabéa vai para a cidade grande com a tia.

Apesar de ter estudado pouco e não saber escrever direito, Macabéa faz um curso de datilografia e consegue um emprego, no qual recebe menos que o salário mínimo. Após a morte da tia, deixa de ir à igreja e passa a repartir um quarto de pensão com quatro balconistas de uma loja popular.

#12 A Teoria de Tudo – Jane Hawking

a teoria de tudoO filme A Teoria de Tudo é fiel ao livro de Jane Hawking, mas há diferenças sutis. No livro percebe-se a arrogância da família Hawking que muitas vezes menospreza intelectualmente Jane e  o egoísmo de Stephen em alguns momentos e sua vontade exagerada de arrancar de Jane sua fé católica. O filme sublima esses pontos.

A narrativa é arrastada em alguns momentos, o que dificulta o andamento da leitura mas isso não faz com que o livro se torne menos interessante.

Impossível não ler o livro e não pensar em Eddie Redmayne como Stephen Hawking, num desempenho magistral que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator em 2015.

Lendo o livro, compreendemos melhor o lado de Jane e percebemos que ela tentou muito dar o melhor a Stephen. Não há espaços para julgamentos.

Super recomendo o livro.

Sinopse: A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.