ensaio-sobre-a-cegueira-livroLi esse livro também para a faculdade de Jornalismo e me encantei por ele. Saramago tem um jeito peculiar de escrever: sem pontuação. E usa de muitas metáforas.

Uma cegueira atinge uma população no mundo todo e só a esposa do oftalmologista não fica cega. Todos acabam indo para um sanatório para serem isolados a fim que que a cegueira não contagie mais pessoas. Ali, percebemos todas as misérias humanas, tudo que as pessoas são capazes de fazer: trapacear, abusar, roubar comida. E isso no mundo também porque eles tentam escapar e conseguem porque há um líder malvado no hospital que quer dominá-los. O mundo, por causa da cegueira global, acaba vivendo uma espécie de barbárie. Bem parecido com o que estamos vivendo hoje, enxergando.

A cegueira que Saramago aborda é a cegueira espiritual onde valores como amor e solidariedade estão escassos. A única mais solidária é a mulher do médico que acaba tendo que aguentar a traição do marido no hospital em que estavam.

Há muitos simbolismos no livro. Saramago era genial. Ele era ateu. Mas usa um simbolismo cristão ao fazer uma metáfora com a vida de Paulo de Tarso, antes da conversão, Saulo, que fica cego após cair do cavalo no caminho para Damasco, onde ia perseguir cristãos, e Deus traz a sua visão através de Ananias. Essa parte em que os cegos, o oftalmologista e a mulher do médico entram na igreja e ela conta sobre a imagem de Paulo, que virou São Paulo, é muito interessante.

Vale também a pena assistir ao filme, que é dirigido pelo nosso Fernando Meirelles e tem no elenco Mark Ruffalo, Juliane Moore e Gael Garcia Bernal, dentre outros.

Super recomendo!!  O livro é um dos meus favoritos!!

Sinopse: Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

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