11337_gAs palavras escondem segredos.

Esta obra cria histórias dentro de histórias, mistura realidade com fantasia, usa fatos históricos como ficção e ficção como fato histórico, subvertendo o que seria um romance policial num maravilhoso jogo de referências que ultrapassa os limites do ficcional, invadindo o campo da resenha e da crítica.

Participe desta viagem pelo campo das ideias, se envolva a soturna lógica e a maestria literária de Poe, teorias sobre o espelho na literatura. Some-se a tais desvelos, os estudos místicos de H.P. Lovecraft e John Dee sobre a existência de um nome secreto capaz de invocar forças ocultas destruidoras. Através das conversas entre os três, Verissimo explora as possibilidades dos intertextos e da metalinguagem.

O protagonista de Borges e os orangotangos eternos é Vogelstein, um cinqüentão solitário que vive em Porto Alegre e passou “uma vida entre livros, protegida, em que raramente o inesperado entrou como um tigre”. De repente, o destino sacode furiosamente a mesmice de sua vidinha e leva-o a um congresso da Israfel Society, formada por especialistas em Edgar Allan Poe – o precursor do romance policial moderno.

É um livro de mistério que vai além, discute filosofia e literatura num processo de auto análise construído em cima da perspectiva objetiva de Cuervo e das possibilidades literárias de Vogelstein e Borges com um desses finais de reviravolta, que roubam o fôlego.

Para surpresa de Vogelstein, desta vez a sociedade se reunirá em Buenos Aires, onde ele conhecerá seu ídolo: Jorge Luis Borges. E, por circunstâncias criadas aparentemente pelo amor à literatura, se verá no centro de um crime rocambolesco que envolve demônios arcanos e os mistérios da cabala. Inadvertidamente, alguém poderá pronunciar certas palavras mágicas e pôr em risco a existência do mundo dos homens.

O escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) perdeu progressivamente a visão. A idéia de cegueira é explorada por Verissimo ao longo de todo o livro, pondo o leitor na trilha dessa história em que os sinais do crime estão sempre à vista. A questão é como vê-los. Borges morreu cego, mas ninguém diria que a cegueira obstruiu sua visão do mundo.

01244_pLuis Fernando Verissimo e Jorge Luis Borges são os dois grandes escritores que entram em cena no sexto volume da Coleção Literatura ou Morte – Verissimo como autor, Borges como personagem, ambos fascinados pelo crime.

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