Você conhece Poesia Concreta?

A poesia concreta surgiu com o Concretismo, fase literária voltada para a valorização e incorporação dos aspectos geométricos à arte (música, poesia, artes plásticas).

Em 1952, a poesia concreta tem seu marco inicial através da publicação da revista “Noigrandes”, fundada por três poetas: Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos. Contudo, é em 1956, com a Exposição Nacional de Arte Concreta em São Paulo, que a poesia concreta se consolida como uma nova e inusitada vertente da literatura brasileira.

O poema do Concretismo tem como característica primordial o uso das disponibilidades gráficas que as palavras possuem sem preocupações com a estética tradicional de começo, meio e fim e, por este motivo, é chamado de poema-objeto. Os principais poetas concretistas são: Décio Pignatari , Augusto de Campos e Haroldo de Campos.

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Augusto de Campos,1962.

 

Dobradinha Literária #48: Cidade dos Etéreos – Vol II de o Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

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Uma das melhores experiências de leitura que tive neste ano!  Descobri por acaso este autor e me encantei com o primeiro volume “O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”. Segui com muita ansiedade até o final e em menos de 24h do término do primeiro livro, iniciei este segundo volume.

Existem na realidade dois livros em um. Sim!! O autor expressa sua narrativa com muita destreza e nos prende com suas imagens, elevando nossa experiência de leitura a um novo patamar.

Houve um grande trabalho de pesquisa e o resultado são imagens de colecionadores que encaixaram perfeitamente  na narrativa descrita por Ransom Riggs. Elas servem para gerar aquele “friozin na barriga”, carregadas de tensão, materializando nosso imaginário.

Vi alguns depoimentos e concordo com algumas pessoas que descreveram relutância em ler o livro, pois julgaram que a narrativa seguiria por um rumo muito assustador. Que nada!! Tanto o volume I quanto o II não são previsíveis, e tem toda a descrição dos eventos feitas por Jacob, um jovem que busca respostas sobre a morte de seu avô e todos os eventos que sequenciam culminando neste segundo volume.

Sinopse:“Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.”

O primeiro livro foi lançado no Brasil pela Editora Leya e o segundo volume está nas mãos da Editora Intrínseca.

Boa Leitura

#42 Um Porto Seguro – Nicholas Sparks

 

 

Um-Porto-SeguroConfesso que quando vi a quantidade de páginas de Um Porto Seguro, quase me assustei. O tempo anda escasso e tive que ler nas madrugadas para dar conta.

O livro é tudo de bom! Mais uma bela obra de Nicholas Sparks que consegue nos envolver numa trama de suspense e mistério, embalada por uma linda história de amor que tem o toque do Destino. Além disse, Nicholas denuncia a violência doméstica que Katie/Erin sofre do marido Kevin. O abuso doméstico precisa ser denunciado e discutido na sociedade.

A história tem um elemento surpreendente que cativa a todos os leitores. Pode entrar no rol dos melhores livros de Sparks. E quando você começa a ler, não quer mais parar. Quer logo saber o que vai acontecer a Katie e Alex.

Além de explorar o romance e o ambiente familiar, já que Alex é viúvo e tem dois filhos que se afeiçoam a Katie.

A história é bem construída, bem conduzida e bastante envolvente. Super recomendo a todos. Quem já leu Sparks, vai amar. Quem nunca leu, vale a pena começar por esta linda obra do autor.

Sinopse:Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas… e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.

 

Há uma adaptação para o cinema com Josh Duhamel que eu amo. Mas ainda não assisti.

 

#41 Vidas Secas – Graciliano Ramos

vidas-secasO livro é um clássico e Graciliano é um dos melhores autores brasileiros. A trama é realismo puro e nos transporta para a situação triste que os protagonistas vivem em meio à seca e também faz com que apreciemos o amor que eles têm pelo cachorro Baleia.

A narrativa é linear mas Graciliano imprime um tom seco, duro, árido, como o sertão nordestino, como a vegetação, a caatinga.

Artista do segundo movimento modernista, Graciliano Ramos denunciou fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino. Adoece gravemente em 1952 e vem a falecer de câncer do pulmão em 20 de março de 1953 aos 60 anos.

Super recomendo o livro! Há outros livros interessantes de Graciliano: Memórias de um cárcere e Angústia.

 

Sinopse: Fabiano é um homem rude, típico vaqueiro do sertão nordestino. Sem ter frequentado a escola, não é um homem com o dom das palavras, e chega a ver a si próprio como um animal às vezes. Empregado em uma fazenda, pensa na brutalidade com que seu patrão o trata. Fabiano admira o dom que algumas pessoas possuem com a palavra, mas assim como as palavras e as ideias o seduziam, também cansavam-no. Sem conseguir se comunicar direito com as pessoas, entra em apuros em um bar com um soldado, que o desafiaram para um jogo de apostas. Irritado por perder o jogo, o soldado provoca Fabiano o insultando de todas as formas. O pobre vaqueiro aguenta tudo calado, pois não conseguia se defender. Até que por fim acaba insultando a mãe do soldado e indo preso. Na cadeia pensa na família, em como acabou naquela situação e acaba perdendo a cabeça, gritando com todos e pensando na família como um peso a carregar. E assim a vida vai passando para essa família sofredora do sertão nordestino. Até que um dia, com o céu extremamente azul e nenhuma nuvem à vista, vendo os animais em estado de miséria, Fabiano decide que a hora de partir novamente havia chegado. Partiram de madrugada largando tudo como haviam encontrado. A cadela Baleia era uma imagem constante nos pensamentos confusos de Fabiano. Sinhá Vitória tentava puxar conversa com o marido durante a caminhada e os dois seguiam fazendo planos para o futuro e pensando se existiria um destino melhor para seus filhos.

Dobradinha Literária #47: Em algum lugar nas Estrelas – Clare Vanderpool

51MazpZa9qL._SX332_BO1,204,203,200_Em Algum Lugar nas Estrelas, da autora norte-americana Clare Vanderpool, é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker.

A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho.

Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno.

Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early.

Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

Dica de Leitura: Arthur Conan Doyle

download (1) Em 1887, o escritor escocês sir Arthur Conan Doyle criou Sherlock Holmes, o infalível detetive a quem os agentes da Scotland Yard recorriam para solucionar os mistérios mais intrigantes da Inglaterra vitoriana. Desde então, as aventuras do mestre da investigação atraem leitores ávidos por chegar à última página e ver o enigma desvendado.

Esta obra completa reúne os quatro romances e os 56 contos sobre as aventuras do detetive mais famoso do mundo e de seu fiel companheiro, o dr. Watson. Para desvendar mistérios, o faro e a astúcia de Sherlock Holmes levam às fontes menos óbvias, às informações mais precisas.

Um modelo que influência até hoje a literatura policial e revela fôlego para impressionar gerações de leitores através dos tempos.

Adquiri o box para a biblioteca do meu trabalho e achei o box lindíssimo! A qualidade está excepcional..

Arita Souza
Snapchat: aritadepaula

Dobradinha Literária #46: Uma poesia para alegrar o coração!

Arita Souza
Snapchat: aritadepaula
download (2)Para aquecer nosso coração literário escolhi a poesia de:
Pixinguinha (1897-1973) foi um músico brasileiro, autor da música “Carinhoso”. Arranjador, instrumentista e compositor, é um dos maiores representantes do “choro” brasileiro.   Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, que revolucionou a música daquela época.
Filho de um flautista recebeu uma flauta de presente e foi encaminhado para aulas de música. Pixinguinha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 1973.
 Carinhoso
Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.
Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.
Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.
Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

#40 O Anjo Surfista – Manuel Arouca

o anjo surfistaO livro fala da vida de meu amigo Guido Schaffer, Servo de Deus, cujo processo de beatificação foi aberto em 17 de janeiro de 2015.

Fiz parte dessa história e tenho meu nome citado. O livro faz com que revivamos tudo que passamos ao lado do Guido que era médico, seminarista e surfista. Ninguém ficou incólume ao tê-lo em sua vida. Ele transformava a vida de todos, era médico de homens e de almas.

Amei o livro. Manuel Arouca o trata com muita sensibilidade e muito carinho. Colheu os depoimentos e os transcreveu para o livro. A parte mais triste é a do afogamento do Guido em 1 de maio de 2009. Um dos dias mais tristes da minha vida.

Vale a pena ler e reler a história desse anjo que amava os pobres e só espalhava amor.

Resolvi homenageá-lo e toda a família Schaffer, em virtude dos sete anos de sua Páscoa definitiva. Saudades, Guidinho!!!

 

Sinopse: Guido Shäffer se formou em medicina, gosta de pegar onda e é seminarista. Sua vida teria sido de muitas vitórias se, aos 34 anos, não tivesse morrido. Morreu no mar, lugar onde realizava seus melhores encontros com Deus. Este livro acompanha a história de um rapaz que não conseguiu se ordenar padre, mas quem sabe está muito próximo de se transformar em santo. Tinha vocação. E ela estava em todas as coisas que fazia, desde cuidar dos pobres na Santa Casa de Misericórdia, até ajudar a ordem Missionária da Caridade de Madre Teresa de Calcutá e organizar grupos de oração na paróquia Nossa Senhora da Paz. Guido era o típico carioca, nascido em Copacabana e surfista do Arpoador. Discípulo de Padre Jorjão. Residente da Santa Casa de Misericórdia. Guido ensinou jovens e adultos a pegar onda, a ter compaixão pelos pobres e, principalmente, a amar a Deus.

 

Você sabe o que é Ode?

Arita Souza
 Snapchat: aritadepaula

Ode é uma composição poética do gênero lírico que se divide em estrofes simétricas. O termo tem origem no grego “odés” que significa “canto”. Na Grécia Antiga, “ode” era um poema sobre algo sublime composto para ser cantado individualmente ou em coro, e com acompanhamento musical.

Um exemplo de ode são os hinos nacionais dos países, em que os autores fazem uma homenagem à Pátria e aos seus símbolos e são acompanhados por instrumentos musicais.

O poema “Ode triunfal” do poeta português Fernando Pessoa, através do seu heterônimo Álvaro de Campos, representa um canto de louvor e exaltação à modernidade. Segue abaixo um trecho desse poema:

“À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!”

Fonte: site Significados

Dobradinha Literária #45: Você conhece Literatura de Cordel?

Literatura de cordel é um tipo de poema popular, oral e impressa em folhetos, geralmente expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome.

O nome de cordel é original de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. Essa tradição se espalhou para o Nordeste do Brasil, onde o nome acabou sendo herdado, porém a tradição do barbante não se manteve.

download (1)A literatura de cordel é escrita em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, além de fazerem as leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

A literatura de cordel começou com o romanceiro luso-holandês da Idade Contemporânea e na época do Renascimento. Foram os portugueses que introduziram o cordel no Brasil, e na segunda metade do século XIX os folhetos já possuíam características próprias brasileiras. Os temas incluíam fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas, temas religiosos, e etc.

Originalmente os produtos raramente iam além de dois grandes fólios dobrados em quatro, sendo que muitas vezes o papel era de má qualidade. Escritas em prosa ou em verso, as obras tanto podiam ser autos e farsas, historietas para ser contadas e cantadas, mas também contos de fundo fantástico, histórico ou moralizante, originais ou estrangeiros, de autores anônimos ou de grandes nomes literários.

Em voga desde o século XVI ao século XVIII, foi através deste meio cultural acessível às massas populares que se divulgaram temas comuns a várias literaturas como a “História de Carlos Magno e os Doze Pares de França”, por exemplo.

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No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, em especial nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, geralmente é vendida em mercados e feiras pelos próprios autores, mas hoje também está presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel foi fundada em Setembro de 1988 no Rio de Janeiro.

Alguns dos muitos cordelistas famosos no Brasil foram Apolônio Alves dos Santos, Firmino Teixeira do Amaral, João Ferreira de Lima, João Martins de Athayde, Leandro Gomes de Barros e Manoel Monteiro.

Fonte: site Significados