Literatura e Música: Mistérios da Criação Literária

       Meu interesse em especular as relações da literatura com a música se deu a partir da declaração (e reiteração) de João Cabral de Melo Neto, dizendo que não gosta de música. Abriu uma exceção apenas para o flamenco, que conheceu em Sevilla, enquanto diplomata; e para o frevo, devido a sua origem pernambucana. Fiquei matutando: como é possível o autor de um poema como “Morte e vida severina”, musicado pelo Chico Buarque, não gostar de música? Vale dizer que se trata de uma canção que contribuiu significativamente para projetar estes dois expoentes da literatura e da música. Só mais tarde, é que o espanto foi dissipado através de uma entrevista de Ferreira Gullar, dizendo isso não era verdade e que João Cabral, nessa questão, mentia com muito talento.

      Assim, passei a reparar nas entrevistas com escritores que as perguntas sobre tais relações são mais freqüentes do que eu supunha. Fui, então, verificar a bibliografia referente à este relacionamento e deparei com uma quantidade razoável de livros, artigos, teses e textos em geral publicados. Desse modo, foi concebido o 6º volume da obra “Mistérios da criação literária”. Mas foi no decorrer de sua feitura que verifiquei que tais relações são mais antigas do que imaginamos; que a música pode ser entendida como uma “literatura cantada”; que o ritmo também é uma característica literária; que, enfim, são expressões de um mesmo sentimento humano e que têm finalidades semelhantes.

     download (1)Porém, as diferenças são também marcantes: basta ver que a música, por ser imaterial, é “absorvida” imediatamente pelo sentido; enquanto a literatura para ser “inoculada” exige, além da leitura, o raciocínio. Mas quem sou eu para falar dessas semelhanças e diferenças?

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José Domingos de Brito

Bibliotecário, pesquisador e editor do site http://www.tirodeletra.com.br

Fonte: http://www.tirodeletra.com.br/curiosidades/Vol.6-LiteraturaeMusica.htm

#45 Almanaque Olímpico – Marcelo Barreto e Armando Freitas

almanaque olimpicoJá que estamos a menos de 40 dias dos Jogos Olímpicos Rio 2016 recomendo que leiam esse livro do Marcelo Barreto com muitas histórias, curiosidades sobre os Jogos Olímpicos e sobre todas as modalidades. O livro flui e é bastante prático. Bom até para consultas para quem trabalha com Jornalismo Esportivo.

Fui no lançamento do livro e o Marcelo Barreto foi muito carinhoso com todos que admiram seu trabalho. Foi vendo a sua apresentação do Arena Olímpica de 2004, depois a cobertura da Copa de 2006 e sua participação no Tá na Área que decidi ser jornalista. Uma referência.

Super recomendo!

Sinopse: Este livro traz um conteúdo completo sobre o maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos. Desde a Antiga Grécia até os dias de hoje – e já na expectativa para Rio 2016 –, os jornalistas esportivos Armando Freitas e Marcelo Barreto reuniram nesta segunda edição do Almanaque Olímpico um conteúdo renovado, cheio de curiosidades, recordes atualizados e diversas informações sobre os Jogos Londres 2012 e Rio 2016.

A segunda parte do livro traz detalhes sobre todas as modalidades olímpicas, desde as mais populares, como futebol, até as mais desconhecidas para o público brasileiro, como tiro com arco. São 30 edições olímpicas,
momentos inesquecíveis do esporte mundial e mais de 100 anos de histórias de homens e mulheres notáveis. De leitura leve e agradável, é um livro perfeito para os amantes do esporte e dos Jogos Olímpicos.

#44 Elvis e eu – Priscilla Presley

Livro Elvis e EuAdoro Elvis Presley e essa biografia escritqa pelo grande amor de sua vida e ex-esposa Priscilla Presley é honesta e interessante.

A relção deles começa com um amor profundo e depois evolui para brigas e traições, mas o que é perceptível é o grande carinho que sentem um pelo outro.

Num trecho do livro, ela descreve:

“Elvis ensinou-me tudo: como me vestir, como andar, como aplicar maquiagem e arrumar os cabelos, como me comportar, como retribuir o amor… à sua maneira. Ao longo dos anos, ele se tornou meu pai, marido e quase Deus”… Agora que ele estava morto, eu me sentia mais sozinha e com mais medo do que em qualquer outra ocasião de minha vida”.

Priscilla decide escrever o livro para que a história de Elvis não caísse nas mãos de pessoas interesseiras e oportunistas e que desviassem a história real.

Um dos fatos que chama a atenção é saber um pouco mais dos pais de Elvis, Gladys e Vernon, e da relação super-protetora de Gladys e Elvis.

Priscilla também fala da mistura de drogas que Elvis fazia. Mas a vida do Rei do Rock não era só de agruras. Ela ressalta também o carinho que ele lhe devotava quando ela ficou grávida de Lisa Marie, sua única filha.

Também fala da aparência de Elvis e do esquecimento das letras levando o Rei à uma carreira decadente que culminou com a sua morte.

Este livro é para os fãs de Elvis que vão adorar o contato maior com a história de seu ídolo.

Super recomendo!

 

#43 Dias de Glória – Max Lucado

dias de gloriaGanhei o livro de Natal da minha irmã Selma e gostei muito! Não é um simples livro de autoajuda e sim um aprofundamento na Palavra e na Fé em Deus.

Max é um pastor evangélico, que com suas pregações e fatos aprendidos no dia-a-dia, nos dá grandes lições.

No final do livro, há exercícios com vários questionamentos e passagens da Bíblia.

É um livro para ser lido devagar e meditado em cada capítulo. Um grande reforço espiritual.

E Max fala de uma maneira simples, direta e que toca os nossos corações.

Super recomendo!

 

Sinopse: Dias de glória requerem uma confiança contínua na Palavra de Deus! No deserto, as pessoas confiaram só o suficiente nas Escrituras para fugir do Egito. Aqueles que habitam em Canaã, no entanto, fazem da Bíblia seu livro de preferência para a vida. Deus disse a Josué em Josué 1:8 pra meditar na Palavra de Deus “dia e noite”. A tradução literal se lê “Você irá murmurar sobre esse documento de Torá” É a imagem de uma pessoa recitando, ensaiando, reconsiderando a Palavra de Deus vez após vez.

 

 

Literatura e Música

Música, alma da literatura

      A música é semântica, sim, mas semântica mediata, requer, mais do que a literatura, da cooperação psíquica do interlocutor. Um dó maior não terá a mesma força-efeito em duas pessoas. Nem terá a mesma força-efeito numa mesma pessoa em dois momentos diferentes. E, por mais que uma metáfora com palavras seja polissêmica e aberta a interpretações e recepções diversas também, está claro que “uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa…”
downloadNa música não há uma rosa. Há dissonâncias, pausas, assonâncias, intervalos, dominantes, repousos, marchas, forças, tons, modos, clímax, inquietações, paz, conflitos, soluções… tudo isso abrindo mão das palavras, recorrendo a significantes, portanto, quase que cem por cento sob poder do receptor. Não que uma precise da outra. Antes diria eu: são casos em que uma quis a outra. É bem diferente. Não se trata da área da necessidade, senão, sim, da área do querer, do bem-querer.

      Esse bem querer amplia os mistérios da criação literária e o nosso interesse não em querer desvendá-los, pois seria muita pretensão. No entanto, nos instiga a continuar especulando e se possível conhecer um pouco mais destes mistérios, aclarando as relações entre a literatura e a música.

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Marcelo Moraes Caetano

Poeta, músico, gramático, escritor, professor, crítico literário e tradutor não necessariamente nessa ordem. Como escritor já foi premiado duas vezes pela UNESCO, e como músico é membro do casting artístico oficial da Orquestra Sinfônica de Viena.

Fonte: http://www.tirodeletra.com.br/curiosidades/Vol.6-LiteraturaeMusica.htm

Entenda a relação entre: “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Viagens na Minha Terra”

machado-de-assis-1398195815361_200x285Embora “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), de Machado de Assis, seja o marco inicial do Realismo no Brasil, e “Viagens na Minha Terra” (1846), de Almeida Garrett, enquadre-se na primeira geração do Romantismo luso, observa-se, nesses romances, grande semelhança estilística, porque os narradores rompem com a cronologia dos fatos, invocam ironicamente o leitor e comentam metalinguisticamente o próprio romance.

Ambos fazem também muitas referências intertextuais, isto é, remetem o próprio texto a passagens de outros livros, seja a Bíblia, Dom Quixote, Cândido etc. Essas opiniões e essas aparentes fugas do assunto evidenciam a digressão, característica fundamental em Garrett e em Machado de Assis.

Mais uma semelhança notável é a mistura de gêneros de escrita. Na obra machadiana, incluem-se cartas, placa tumular na narrativa memorialista. Essa fusão de gêneros também ocorre em “Viagens na Minha Terra”, em que se notam a crônica de viagem, a novela sentimental, envolvendo Joaninha e Carlos, as cartas de Carlos e as digressões sobre a cultura portuguesa.

Eis a biografia de alguns dos maiores escritores brasileiros:

MACHADO DE ASSIS: foi o autor responsável pela inauguração do realismo na literatura nacional. Os romances “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899) são grandes sucessos. “Os romances da maturidade de Machado de Assis assinalam a maturidade da literatura brasileira, explica Carlos Rogério Duarte Barreiros, professor e autor de materiais de língua portuguesa, redação e literatura do CPV Vestibulares.

ALUÍSIO AZEVEDO: foi o criador do naturalismo no Brasil, influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola. Gostava de escrever sobre a realidade cotidiana, destacando temas como a luta contra o preconceito de cor, adultério e a vida do povo humilde. Seu primeiro romance foi “Uma lágrima de mulher” (1880). Em 1890 escreveu “O cortiço” (1890), um dos principais livros representantes do movimento naturalista.

EUCLIDES DA CUNHA: o autor tem como principal obra o livro “Os Sertões”, publicado em 1902. Depois de escrever, em 1897, dois artigos sobre a guerra de canudos, foi convidado a viajar até a Bahia, como correspondente de “O Estado”, e de lá relatar os acontecimentos. Foi então que surgiu sua obra-prima, pioneira no movimento modernista brasileiro.

MARIO DE ANDRADE: foi um dos criadores do modernismo no Brasil. Nascido em São Paulo em 1893, começou bem cedo a escrever críticas para jornais e revistas. Participou diretamente da preparação da Semana de Arte Moderna de 1922. Anos mais tarde, escreveu um de seus principais títulos, “Macunaíma” (1928), no qual recriou mitos e lendas indígenas para traçar um painel do processo civilizatório brasileiro. “Basta a leitura de “Macunaíma” para tomar contato com todas as hipóteses de interpretação do Brasil aventadas até à década de 1930″

Fonte: Site UOL Literatura

Dobradinha Literária #50: O triste fim do pequeno menino ostra e outras histórias – Tim Burton

LivroMeninaOstra-ColorindoNuvens02Com ilustrações que evocam a doçura e a tragédia da vida, o autor apresenta uma galeria de personagens infantis muito peculiares. Incompreendidos e desajustados, onde a maioria dos textos tem o tema “olhos” em destaque e são apresentados poeticamente. Os personagens das poesias lutam para encontrar amor e aceitação em um mundo cruel. São desesperançados e infelizes heróis que remetem ao lado negro que existe em todos nós.

É um livro sensível e imprevisível, trabalha com situações e imprevistos constantes da vida infanto juvenil e seus medos recorrentes e a posição da criança no mundo e seus “pequenos” sofrimentos cotidianos e o autor tem uma relação estranha com crianças, o eu lírico dos poemas mostra isso de maneira clara e perspicaz.download

Apesar disso tudo, os poemas têm rimas muito delicadas e uma sonoridade que brinca o tempo todo conosco. Apesar de toda a obra ser bem carregada de significados, nenhum elemento do livro está aí por acaso. Nada é utilizado à toa, e tudo serve para mexer com as nossas emoções mais profundas.

Devemos sim enobrecer todo o trabalho de tradução feito pela editora que manteve toda a sonoridade das palavras atreladas a proposta do original em inglês nos poemas pois sabemos que  uma das maiores dificuldades na tradução de poesia se encontra em manter seu ritmo, sua sonoridade.

O triste fim do pequeno menino ostra e outras histórias
Tradutor: Márcio Suzuki
Editora: Girafinha
Ano desta edição: 2007
128 páginas

Dobradinha Literária #49: Espíritos de Gelo – Raphael Dracon

download (1)Nosso protagonista sem identificação  está sendo torturado cruelmente por um homem estranho trajando uma camisa do Black Sabbath, juntamente com dois comparsas que mais parecem estranhos sadomasoquistas. Tudo que o ele se lembra é que acordou em uma banheira cheia de água e gelo, sem um rim e que agora estava acorrentado e sendo torturado por completos estranhos.

Atrás de respostas sobre algo que nosso protagonista não consegue recordar, os capangas usam dos mais diversos métodos para fazer com que ele se lembre de tudo que realmente o trouxe até ali.

Tudo que o ele se lembra é que amanheceu, certo dia, em uma banheira cheia de água e gelo, mas o que importa aos agressores é o motivo de tudo isso, o que eles tentarão arrancar a todo custo.

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Ele vai recordando, aos poucos, toda sua vida e  vai reconstruindo o cenário para montar o quebra-cabeça sobre seu passado.
Assim, vamos nos inteirando sobre sua vida e seu passado deprimente.
Vindo de um lar desfeito, o protagonista teve uma vida difícil, mas não miserável. Seu pai era um grande empreendedor metido também em negócios escusos como casas noturnas e prazeres sexuais.
Filho único, logo via em seu pai sua base e sua escola, tudo que precisaria aprender para continuar a vida.
Após a morte deste pai, sem forças e motivos para continuar a vida, além de sua incompetência para comandar os negócios do pai, decide de uma hora para outra, cometer suicídio. Em sua tentativa, logo é surpreendido por uma jovem moça chamada Mariana, que o impede de tirar sua vida e logo torna-se seu grande amor.
Mariana tinha hábitos sexuais estranhos e era  ligada a uma fraternidade quase religiosa, que via o sexo como uma atividade divina. Isso o levaria à perdição e à consequências que mudariam, para sempre a direção de sua vida e que, vários fatos estariam relacionados a seu passado e seu momento presente junto aos torturadores.
Minha Opinião:
Não gostei da escrita e infelizmente não consegui sentir nenhuma empatia ou mesmo simpatia pelo protagonista.
Tinha no coração todas as melhores impressões vindas da leitura da trilogia Dragões do Éter e me impressionei com a imensa diferença de escrita neste livro.
Existem muitas referencias exageradas sobre a cultura pop nos capítulos. O personagem está numa situação determinada de dor e tortura extrema e o autor vem com estas referências nos diálogos que fazem o leitor perder a linha..Sinto muito Dragon! Não foi desta vez..
Não gostei, não aconselho a leitura…
Nota: 2,5

Exposição: Picasso- mão erudita, olho selvagem

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Picasso: mão erudita, olho selvagem
De 22 Maio a 14 Agosto

Com um vasto volume de trabalhos do artista espanhol, pertencente ao Musée National Picasso-Paris, a potente exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake traz peças que guardam uma relação muito particular de Picasso com a sua obra, já que foram selecionadas e mantidas por ele ao longo de sua vida. Estas obras que viveram ao seu lado integram agora a coleção do museu francês cujo acervo picassiano é um dos mais importantes do mundo, proveniente principalmente de duas doações sucessivas efetuadas pelos herdeiros do pintor em 1979 e 1990. Apenas dois dos trabalhos apresentados na mostra vieram originalmente do acervo de Dora Maar, adquiridos posteriormente pelo museu. 

Picasso: mão erudita, olho selvagem, com curadoria de Emilia Philippot, curadora também do Musée National Picasso-Paris, é composta por 153 peças, sendo a grande maioria inédita no Brasil, que traçam um percurso cronológico e temático em torno de conjuntos que seguem as principais fases do artista, desde os anos de formação até os últimos de produção. São 116 trabalhos do mestre espanhol – 34 pinturas, 42 desenhos, 20 esculturas e 20 gravuras –, além de uma série de 22 fotogramas de André Villers realizados em parceria com Picasso. Completam a mostra 12 fotografias de autoria de Dora Maar, três de Pirre Manciet e filmes sobre os trabalhos e seus processos de realização. “Escolhemos aproveitar o caráter específico da coleção para esboçar um retrato do artista que questiona sua relação com a criação, entre fabricação e concepção, implantação e pensamento, mão e olho “, destaca Philippot.

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Conforme afirma a curadora, a exposição fundamenta-se na relação especial mantida pelo artista com suas próprias obras. “Esta ligação íntima e pessoal, que irriga toda a produção de Picasso, transparece de forma diferente de acordo com os vários períodos: retratos íntimos da mãe do artista ou de seu primeiro filho, Paul, celebração apaixonada da sensualidade feminina de Maria-Thèrèse Walter, denúncias intransigentes dos males causados pelos conflitos contemporâneos, da Guerra Civil Espanhola ou da Ocupação da França pelas tropas alemãs”, destaca Philippot. Segundo a curadora, ainda, seja qual for o assunto abordado, por todos os lados se percebe, além das formas, as experiências vividas por Picasso. “ Os laços afetivos do amante, as dúvidas do homem, as alegrias do pai de família, os compromissos do cidadão: tudo se introduzia em sua arte”, completa.

A exposição brasileira sugere um percurso cronológico-temático em dez seções: O primeiro Picasso. Formação e influências (por volta de 1900); Picasso exorcista. As senhoritas de Avignon  (processo da geometrização das formas); Picasso cubista. O violão(relação com a música); Picasso clássico. A máscara da antiguidade (a maternidade, o teatro e a dança); Picasso surrealista. As banhistas; Picasso engajado. Guernica (estudos da obra, fotos e foco na apresentação da tela em 1953 no Brasil/ 2ª Bienal de São Paulo); Picasso na resistência. Interiores e vanitas (processo de trabalho durante a guerra, vida doméstica e vaidades);Picasso múltiplo. A alegria da experimentação  (da cerâmica ao fotograma); Picasso trabalhando. O Mistério Picasso  (a magia de seu processo criativo na pintura); e O último Picasso. O triunfo do desejo  (erotismo em todos seus estados).

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A curadora francesa ressalta ainda que, neste percurso, dois projetos fotográficos de primeira ordem testemunham, respectivamente, a realização de Guernica (reportagem realizada por Dora Maar), e a experiência dos fotogramas realizados em parceria com André Villers.
Marcam também a mostra filmes que permitem ao espectador penetrar no coração da criação do trabalho do artista. Desta maneira, o Guernica de Alain Resnais e Robert Hessens (1949) revisita a obra do pintor através do olhar dos desastres da guerra. Dirigido por Henri-Georges Clouzot, em 1956, Le Mystère Picasso revela a extraordinária vitalidade de seu processo criativo.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Ingressos
Ingressos à venda no site da Ingresse (clique aqui para comprar) ou na bilheteria do Instituto Tomie Ohtake (a partir do dia 22 de maio).

A venda de ingressos será realizada em 2 lotes:
1º lote: ingressos para visitação de até 3 de julho – CLIQUE AQUI PARA COMPRAR
2º lote: ingressos para visitação de 14 de agosto

Sessões
Para comprar o ingresso, o visitante deve selecionar o período de visitação de sua preferência, de acordo com as opções abaixo:
Das 11h às 13h (entrada até as 13h)
Das 13h às 15h (entrada até as 15h)
Das 15h às 17h (entrada até as 17h)
Das 17h às 19h (entrada até as 19h)

A entrada dos visitantes na exposição será organizada por ordem de chegada. O ingresso permite que o visitante entre na exposição ao longo do período indicado, não sendo necessário chegar no horário inicial.

Valores
R$12,00 (inteira) e R$6,00 (meia-entrada). Crianças até 10 anos e pessoas com deficiência têm entrada gratuita todos os dias da exposição.

Às terças-feiras a entrada é gratuita mediante retirada de senhas na bilheteria do Instituto Tomie Ohtake.

Horário
De terça a domingo das 11h às 20h.
Última entrada na exposição às 19h.

Filas preferenciais
Fila preferencial para compra de ingressos e acesso à exposição para idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo, com deficiência e para Associados American Express (mediante apresentação de documento comprobatório).

Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México

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Fique atento:  13 abril a 5 junho na CAIXA Brasília

Com curadoria da pesquisadora Teresa Arcq, Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas no México, com cerca de 100 obras de 15 artistas, revela a forma como uma intricada rede, com inúmeras personagens, se formou tendo como eixo a figura de Frida Kahlo. O recorte focaliza especialmente artistas mulheres nascidas ou radicadas no México, protagonistas, ao lado de Kahlo, de potentes produções, como Maria Izquierdo, Remedios Varo e Leonora Carrington.

Durante toda a sua vida, Frida Kahlo pintou apenas 143 telas. Nesta exposição, num caso raro e inédito no Brasil, estão reunidas cerca de 20 delas, além de 13 obras sobre papel – nove desenhos, duas colagens e duas litografias, proporcionando ao público brasileiro amplo panorama de seu pensamento plástico. A sua presença vigorosa perpassa ainda a exposição pelas obras de outras artistas participantes, que retrataram a sua figura icônica. Por meio da fotografia, destacam-se os trabalhos de Lola Álvarez Bravo, Lucienne Bloch e Kati Horna. Imagens de Frida estão impregnadas ainda nas lentes de Nickolas Muray, Bernard Silberstein, Hector Garcia, Martim Munkácsi e em uma litografia de Diego Rivera, Nu (Frida Kahlo), 1930.

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Entre as mulheres artistas mexicanas vinculadas ao surrealismo surpreende a abundância de autorretratos e retratos simbólicos. Entre as 20 pinturas de Frida na exposição, seis são autorretratos. Há ainda mais duas de suas telas que trazem a sua presença, como em El abrazo de amor del Universo, la terra (México). Diego, yo y el senõr Xóloti, 1933, e Diego em mi Pensamiento, 1943, além de uma litografia, Frida y el aborto, 1932.Conforme destaca Teresa Arqc, os autorretratos e os retratos simbólicos marcam uma provocativa ruptura que separa o âmbito do público do estritamente privado. Segundo a curadora, impressiona constatar como estas artistas subvertem o cânone para realizar uma exploração de sua psique carregada de símbolos e mitos pessoais. “Em alguns de seus autorretratos Frida Kahlo, Maria Izquierdo e Rosa Rolanda elegeram cuidadosamente a identificação com o passado pré-hispânicoe as culturas indígenas do México, utilizando ornamentos e acessórios que remetem a mulheres poderosas, como deusas ou tehuanas, apropriando-se das identidades destas matriarcas amazonas”, afirma.

A confluência dos grupos de exiladas europeias, como a inglesa Leonora Carrington, a francesa Alice Rahon, a espanhola Remedios Varo e a fotógrafa húngara Kati Horna, e das artistas que vieram dos Estados Unidos, como Bridget Tichenor e Rosa Rolanda, permanecendo no México o resto de suas vidas, além de outras visitantes vinculadas ao surrealismo, atraídas pelas culturas ancestrais mexicanas, como as francesas Jacqueline Lamba, a norte-americana Sylvia Fein -, favoreceu uma atmosfera criativa intelectual e uma completa rede de relações e influências com Kahlo e demais artistas mexicanas. “A multiplicidade cultural, rica em mitos, rituais e uma diversidades de sistemas e crenças espirituais influenciaram na transformação de suas criações. A estratégia surrealista da máscara e da fantasia, que no México forma parte dos rituais cotidianos em torno da vida, a morte no âmbito do sagrado, funcionava também como um recurso para abordar o tema da identidade e de gênero”, completa Arcq.
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Como parte da visitação da exposição, os visitantes podem apreciar filmes sobre as artistas Alice Rahon, Rara Avis, Jacqueline Lamba, Leonora Carrington, Remedios Varo e Frida Kahlo. A programação, gratuita, se repete diariamente nos mesmos horários, com os seguintes filmes:

09h30 – Alice Rahon (2012), direção de Dominique e Julien Ferrandou, 64 minutos
11h00 – Rara Avis – Bridget Tichenor (1985), direção de Tufic Makhlouf, 21 minutos
12h00 – Jacqueline Lamba (2005), direção de Fabrice Maze, 120 minutos
14h30 – The Life and Times of Frida Kahlo (2005), direção de Amy Stechler, 90 minutos
16h30 – Leonora Carrington (2011), direção de Dominique e Julien Ferrandou, 107 minutos
19h00 – Remedios Varo (2013), direção de Tufic Makhlouf, 64 minutos

PROGRAME SUA VISITA

Horário de visita: terça-feira a domingo, das 9h às 21h (último grupo entra até às 20h).
Os períodos de visitação são os seguintes: 9h às 11h, 11h às 13h, 13h às 15h, 15h às 17h, 17h às 19h e 19h às 20h.

Horário da Bilheteria: Terça-feira a domingo, das 9h às 20h
Local: Galerias Principal e Acervo

Ingresso: Para acesso à exposição, o visitante deve retirar sua senha na bilheteria específica da exposição na CAIXA Cultural Brasília. Serão disponibilizadas senhas para os períodos definidos de visitação, sujeita à capacidade da galeria para cada período e para o dia. O visitante deverá comparecer para a visitação dentro do período solicitado. A entrada na galeria é organizada por ordem de chegada.

As visitas também podem ser agendadas previamente no site frida.ingresse.com, no qual cada visitante, a partir de seu CPF, poderá reservar até 4 senhas por período. As datas disponibilizadas serão as da primeira quinzena do período de visitação.
Entrada: Não é permitida a entrada na galeria portando bolsas, mochilas, guarda-chuvas, comidas, bebidas, etc. Guarda-volumes disponível. É permitido fotografar sem flash.

Mais informações: http://www.caixacultural.com.br/sitepages/evento-detalhe.aspx?uid=1&eid=846