machado-de-assis-1398195815361_200x285Embora “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), de Machado de Assis, seja o marco inicial do Realismo no Brasil, e “Viagens na Minha Terra” (1846), de Almeida Garrett, enquadre-se na primeira geração do Romantismo luso, observa-se, nesses romances, grande semelhança estilística, porque os narradores rompem com a cronologia dos fatos, invocam ironicamente o leitor e comentam metalinguisticamente o próprio romance.

Ambos fazem também muitas referências intertextuais, isto é, remetem o próprio texto a passagens de outros livros, seja a Bíblia, Dom Quixote, Cândido etc. Essas opiniões e essas aparentes fugas do assunto evidenciam a digressão, característica fundamental em Garrett e em Machado de Assis.

Mais uma semelhança notável é a mistura de gêneros de escrita. Na obra machadiana, incluem-se cartas, placa tumular na narrativa memorialista. Essa fusão de gêneros também ocorre em “Viagens na Minha Terra”, em que se notam a crônica de viagem, a novela sentimental, envolvendo Joaninha e Carlos, as cartas de Carlos e as digressões sobre a cultura portuguesa.

Eis a biografia de alguns dos maiores escritores brasileiros:

MACHADO DE ASSIS: foi o autor responsável pela inauguração do realismo na literatura nacional. Os romances “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899) são grandes sucessos. “Os romances da maturidade de Machado de Assis assinalam a maturidade da literatura brasileira, explica Carlos Rogério Duarte Barreiros, professor e autor de materiais de língua portuguesa, redação e literatura do CPV Vestibulares.

ALUÍSIO AZEVEDO: foi o criador do naturalismo no Brasil, influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola. Gostava de escrever sobre a realidade cotidiana, destacando temas como a luta contra o preconceito de cor, adultério e a vida do povo humilde. Seu primeiro romance foi “Uma lágrima de mulher” (1880). Em 1890 escreveu “O cortiço” (1890), um dos principais livros representantes do movimento naturalista.

EUCLIDES DA CUNHA: o autor tem como principal obra o livro “Os Sertões”, publicado em 1902. Depois de escrever, em 1897, dois artigos sobre a guerra de canudos, foi convidado a viajar até a Bahia, como correspondente de “O Estado”, e de lá relatar os acontecimentos. Foi então que surgiu sua obra-prima, pioneira no movimento modernista brasileiro.

MARIO DE ANDRADE: foi um dos criadores do modernismo no Brasil. Nascido em São Paulo em 1893, começou bem cedo a escrever críticas para jornais e revistas. Participou diretamente da preparação da Semana de Arte Moderna de 1922. Anos mais tarde, escreveu um de seus principais títulos, “Macunaíma” (1928), no qual recriou mitos e lendas indígenas para traçar um painel do processo civilizatório brasileiro. “Basta a leitura de “Macunaíma” para tomar contato com todas as hipóteses de interpretação do Brasil aventadas até à década de 1930″

Fonte: Site UOL Literatura

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