downloadAmadeu Thiago de Mello é um poeta e tradutor brasileiro. Natural do Estado do Amazonas, é um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.

Sua poesia ressalta os dramas e os desafios de seu tempo. Quando estreou em 1951 aos 26 anos com o livro Silêncio e palavra, conquistou a opinião pública e os críticos de sua época.

Eu fui capaz de uma coisa muito importante pra minha vida, antes de qualquer influência literária. Passava para o quinto ano de medicina, quando decidi enfrentar a sério a opção que se colocava dentro de mim, desde o segundo ano entre a literatura e a ciência. Eu optei pela literatura, o que entristeceu muito meu pai.

Muitas pessoas importantes cruzaram o caminho deste poeta ajudando-o na divulgação de seus escritos como Pablo Neruda,  Waldir Martins Fontes, Zé Lins entre outros.  Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura (1964-1985), exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e colaborador. Um traduziu a obra do outro e Neruda escreveu ensaios sobre o amigo.

“Misturando prosa e poesia, crônica e até anúncio imobiliário, o amazonense de Barreirinha, o cidadão do mundo, o personagem de nossa época, o poeta de A Canção do Amor Armado penetra na memória, obtendo a síntese do urbano e do telúrico, do lírico e do social. Comprometido com a sua terra e com a sua gente, de uma vez por todas Thiago de Mello assume a expressão de um poeta verdadeiramente universal.”
(CARLOS HEITOR CONY)

Ao longo de sua vida travou combates, enfrentou o exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França, Alemanha. Com o fim do regime militar, voltou à sua cidade natal, Barreirinha, onde vive até hoje.  São poesias que trazem uma reflexão profunda, sentimental..

Já fiz mais do que podia
Nem sei como foi que fiz.
Muita vez nem quis a vida
a vida foi quem me quis.

Para me ter como servo?
Para acender um tição
na frágua da indiferença?
Para abrir um coração

no fosso da inteligência?
Não sei, nunca vou saber.
Sei que de tanto me ter,
acabei amando a vida.

Vida que anda por um fio,
diz quem sabe. Pode andar,
contanto (vida é milagre)
que bem cumprido o meu fio.

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