Lima Barreto será o autor homenageado na Flip em 2017

infochpdpict000062607749Um escritor negro, de origem humilde, que passou por duas internações no hospício e sempre se manteve à margem da cena literária. Afonso Henriques de Lima Barreto será o autor homenageado da 15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que vai acontecer entre os dias 26 e 30 de julho de 2017. A escolha vai de encontro às críticas recebidas pela festa na edição deste ano, principalmente a ausência de negros na programação principal.

Homenagear Lima Barreto era um desejo antigo de Josélia Aguiar, que assumiu a curadoria do evento no início do mês passado. Em 2013, a jornalista lançou uma campanha para que o escritor fosse homenageado na Flip do ano seguinte, mas a organização optou por Millôr Fernandes.

— Há um conjunto de nomes que são sempre lembrados, mas eu estava pessoalmente muito envolvida com o Lima. Uma sorte que todos toparam — diz Josélia.

A curadora reconhece que há uma reivindicação grande pela ampliação da presença de negros e mulheres nos eventos literários. Ela destaca que poucos autores negros alcançaram visibilidade depois de Lima Barreto e essas são questões que a interessam.

— Eu venho da Bahia, onde o movimento negro e o debate do racismo é muito presente. Já a questão da autoria feminina me interessa primeiro porque sou mulher. Isso é estimulante. Todo essa debate de minorias tem a ver com o próprio Lima — afirma ela.

Joselia lembra que a biografia do autor é marcada por acidentes. Filho de pai tipógrafo e mãe professora, ele garantiu a mesma educação da elite da época graças ao apadrinhamento do Visconde de Ouro Preto, ministro do Império. Ingressou na Escola Politécnica em 1897, mas nunca terminou o curso de Engenharia. Reprovado várias vezes, o escritor foi obrigado a trabalhar para sustentar os irmãos, devido a problemas psiquiátricos do pai. Em 1903, ele consegue um cargo no Ministério da Guerra e começa a colaborar com crônicas e artigos para diversos jornais. Seu primeiro romance, “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, foi lançado em 1909.

MORTE PREMATURA

Dois anos depois, Lima Barreto publica, em formato de folhetim, o romance “Triste fim de Policarpo Quaresma”. Sua obra mais célebre só sairia em livro em 1915, após sua primeira internação no hospício. O autor morreu jovem, aos 41 anos, em São Paulo. Essa trajetória conturbada abre diversas possibilidades para a curadoria, avalia Joselia.

— Lima é um personagem rico, capaz de suscitar muitos debates sobre o preconceito, a política. Ele era muito crítico da sociedade brasileira e alguns pontos que ele observa, certas estruturas sociais, permanecem. Lima se sentiu atingido pelo preconceito. Ele achava que por isso não conseguia maior repercussão para a sua obra. Mas, para além de toda a riqueza da biografia dele, quero mostrar como ele é interessante como autor. Os livros dele devem ser mais lidos e ele reconhecido como o grande autor que é — diz a curadora.

Beatriz Resende, professora titular da Faculdade de Letras da UFRJ e especialista na obra do escritor, acredita que essa é a hora certa para a homenagem.

— É até bom que não tenha sido antes. Porque agora o país está fervendo com tantas discussões, é o melhor momento para Lima Barreto vir à tona — afirma Beatriz.

RÓTULO DE MARGINAL

A professora não gosta do rótulo de “marginal” que muitas vezes acompanha o autor. E defende outras formas de explorar o seu legado. Ao pesquisar sua atividade na imprensa, ela encontrou diversas campanhas feitas na época, como quando Lima Barreto tentou mobilizar a cidade contra o assassinato de mulheres e contra a demolição de prédios históricos nas reformas urbanas no Rio de Janeiro.

— Reduzi-lo a um autor marginal reverte o valor da obra dele. Ele era mais uma figura independente do que qualquer outra coisa, um escritor que não foi seduzido pelo poder, que não foi cooptado nem pelo governo, nem pela imprensa e nem pelo mundo editorial. As coisas que ele dizia nos jornais eram impressionantes, só alguém com muita independência podia dizer aquilo.

Para o ano que vem, a Flip vai abrir um programa de patronos. A iniciativa é voltada a pessoas físicas que desejem apoiar o evento e suas ações educativas. Entre os benefícios estão ingressos, convites para coquetel com participação de autores e encontros com a curadoria. A festa literária está com dificuldades para captar recursos de empresas em meio à crise econômica.

Fonte: O Globo

Livros exploram os novos personagens e elementos de ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’

O ano é bom para os fãs de J.K. Rowling e do mundo mágico de Harry Potter – esta semana, junto com Animais Fantásticos e Onde Habitam, chega às lojas na sexta-feira, 18, um grupo de livros que vai aproximar ainda mais os não majs (como os “trouxas” são chamados no novo filme) do universo bruxo e da nova produção de David Yates e J.K. Rowling.

Dois dos livros são parcerias da Warner com a editora HarperCollins – pelo menos oito países do mundo lançam o livro simultaneamente, na sexta-feira, 18, e a eles o Estado teve acesso exclusivo (um “auror” os trouxe à redação – bem, foi quase isso). O primeiro deles é A Maleta de Criaturas: Explore a Magia do Filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, que estará nas prateleiras pela bagatela de R$ 149 – no formato da maleta do filme, ela foi desenvolvida pelo MinaLima, estúdio de design britânico responsável pelos objetos cênicos impressos da produção. O livro é um mergulho nos personagens, criaturas e bastidores do filme, e também explora os novos elementos do mundo mágico – várias mudanças são notáveis porque pelo menos o primeiro dos cinco novos longas se passa em Nova York e a comunidade bruxa opera sob leis diferentes nos EUA (os Harry Potter originais se passavam todos no Reino Unido).

Foto: Warner Bros. Pictures
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Criatura chamada “Seminviso” (Demiguise), em cena de ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’

O livro passa, por exemplo, pela existência da Sociedade Filantrópica Nova Salem – organização dos não bruxos que considera os magos uma ameaça e celebra o infame episódio real de Salem, Massachusetts, quando 20 pessoas foram executadas acusadas de bruxaria, em 1692 – no filme, Samantha Norton interpreta Mary Lou, líder da sociedade e mãe adotiva de Creedence (Ezra Miller).

Todos os 20 mil exemplares que a HarperCollins brasileira imprimiu na Inglaterra já foram vendidos para as redes de livrarias, fato incomum para uma tiragem tão grande no mercado brasileiro, que aponta para uma previsão otimista dos varejistas. De acordo com o desempenho do livro no mercado, a editora pretende imprimir uma nova leva, mas que chegaria ao Brasil apenas em março de 2017. O livro também tem pôsteres e outros objetos encartados.

Mergulhe na Magia: Os Bastidores de Animais Fantásticos e Onde Habitam é outro lançamento mundial da editora, numa edição mais convencional, com perfis dos personagens, comentários dos atores Eddie Redmayne, Colin Farrell, Ezra Miller, entre outros. Há também informações sobre design de cenários, figurinos e maquiagem utilizados no filme. A Rocco – que recentemente lançou a versão nacional de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada– também tem dois livros sobre o filme nas prateleiras. A HarperCollins já comercializa dois livros de colorir de Animais Fantásticos.

“O fandom (grupo de fãs) brasileiro de Harry Potter é muito forte e detalhista, então tomamos muito cuidado, tivemos na equipe de produção pessoas que também amam Harry Potter”, explicou a editora da HarperCollins, Giuliana Alonso. Os livros terão lançamentos em livrarias em várias cidades do Brasil.

A MALETA DE CRIATURAS 1479369827464

Autor: Mark Salisbury

Trad.: Carla Bitteli, Guilherme Kroll

Ed.: HarperCollins (R$ 149,90)

 

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GUIA DOS PERSONAGENS

Autor: Michael Kogge

Trad.: Regiane Winarski

Editora: Rocco (R$ 39,50)

 

Fonte: Estadão

Edgar Allan Poe e The Following

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Aqueles que estão acompanhando The Following podem notar a referência constante ao escritor Edgar Allan Poe. O antagonista Joe Carroll é um professor de literatura que utiliza da obra de Poe para guiar as suas atitudes e atrair cada vez mais pessoas para a sua seita de adoração à morte. Mas, qual o legado de Edgar Allan Poe?
Nascido em Boston no dia 19 de janeiro de 1809 e é considerado um dos primeiros escritores americanos de contos e o inventor do gênero de ficção policial. Ele influenciou, significantemente, a literatura norte-americana, principalmente escritores como Stephen King que trabalha com o macabro e a loucura em suas histórias. Muitos estudiosos afirmam que se Stephen King, atualmente, é o mestre do terror, Edgar Allan Poe foi o seu professor.

Não é por menos que E.A.Poe é  idolatrado por entusiastas do gênero terror/suspense policial. Ele faleceu em 1849, a causa de sua morte é desconhecida e pode ter ocorrido por diversas circunstâncias, uma vez que, Poe bebia e fumava em excesso, consumia drogas em excesso e passa por períodos depressivos profundos o que garantiu uma das causas mais prováveis para sua morte ter sido o suicídio.

Teoria literária

Uma constante nas obras de Poe é a referência à morte, ao estado pleno da morte desde sua manifestação física às ideias meramente simbólicas (assim como o personagem aborda na série). Por vezes, suas obras foram consideradas parte doromantismo negro, que reage contra o transcendentalismo literário que o autor tanto criticava. Sua linguagem não era óbvia, o autor não gostava do significado imediato e direto daquilo que produzia. Suas obras, portanto, dão brecha para uma série de interpretações. Poe alegava que a literatura deveria ser uma subcorrente sob a superfície. Acreditava que todo escritor deveria mergulhar profundamente em suas ideias e sentimentos ao produzir uma obra.

Principais Obras

The Raven (O Corvo, poesia, 1845), Annabel Lee (poesia, 1849) e o volume Histórias Extraordinárias (1837), onde aparecem seus contos mais conhecidos, como “A Queda da Casa dos Usher”, “O Gato Preto”, “O Barril de Amontillado”, “Manuscrito encontrado numa Garrafa”, entre outros, considerados obras-primas do terror.

Adaptações no cinema

Em 2012, John Cusack deu vida ao escritor no filme “O Corvo” título que faz referência ao seu poema mais famoso. É uma versão sobre os últimos dias do escritor cuja morte até hoje é um mistério. O filme mostra Edgar Allan Poe no meio de uma investigação atrás de um assassino em série que utiliza seus contos como inspiração. O que mesmo que acontece na série The Following. Prova de que a escrita de Edgar Allan Poe consolidou verdadeiramente o gênero de terror/suspense policial.

Fonte: site Vida em Série

#50 Uma longa jornada – Nicholas Sparks

uma-longa-jornadaQuando você começa a ler as duas histórias em paralelo pensa duas coisas: serão maçantes ou vão terminar em tragédia, como quase todos os livros de Sparks.

Que bom que me enganei a respeito dos dois pontos. O livro é lindo, com um final surpreendente. Fiquei muito sensibilizada com a história de amor de Ira e Ruth e de Luke e Sophia. As histórias nada têm em comum, a não ser um amor profundo, que a tudo supera. O de Ira e Ruth supera a morte. O de Luke e Sophia supera a própria vida deles, que nada tem a ver uma com a outra.

O enredo flui e à medida que o livro vai acabando, você tem mais fome de lê-lo.

Eu sou suspeita para falar: Nicholas Sparks é simplesmente sensacional. Ele te envolve, te faz não largar o livro um minuto sequer.

Super recomendo!!!

 

Sinopse: Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele. Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos sobre eles e suas famílias. Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga a um rodeio. Lá, é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição. Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família. Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder. Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.

PINÓQUIO – Um romance a ser relido

Pinóquio é um romance atemporal. A história de um pedaço de madeira que se transforma em boneco, nas mãos de um carpinteiro, traduz o universo humano do homem, sempre em busca de sua verdade interior. O livro vai além quando através do personagem, traduz a importância da educação para que possamos nos inserir no mundo. O livro é um clássico, pois há todos os elementos da narrativa, como a redenção do personagem graças ao sofrimento e as aventuras que terá que passar. Uma jornada de auto conhecimento.

Da madeira esculpe-se o bonequinho que anda, chora, ri, dança, fala e mais do que isso- mente. O clássico escrito por Carlo Collodi foi lançado em 1883. A história de “Como foi que o mestre Cereja, carpinteiro, encontrou um pedaço de madeira que chorava e ria como um menino”, inicia como todos os contos de fada.

Era uma vez… -Um rei! -dirão imediatamente os meus pequenos leitores. Não, meninos, vocês erraram. Era uma vez um pedaço de madeira. Não era uma madeira de luxo, mas um simples pedaço de lenha, daqueles que no inverno, colocamos na estufa ou na lareira para acender o fogo e aquecer a casa.”(Primeiro capítulo)

(…) –Quero usá-la para fazer uma perna de mesa. Dito e feito, pegou logo o machado afiado para tirar as lascas e esculpir o pedaço de madeira, mas estava para dar o primeiro golpe, ficou com o braço suspenso no ar porque ouviu uma vozinha bem fina que dizia suplicante: -Não me bata com tanta força! Imaginem só como ficou o bom e velho mestre Cereja! Olhou atônito por toda a oficina para ver de onde podia ter saído aquela vozinha e não encontrou ninguém! Olhou embaixo do banco, e ninguém; olhou dentro de um armário que estava sempre fechado, e ninguém; olhou na cesta de lascas e serragem, e ninguém; abriu a porta da oficina para dar uma olhada na rua também, e ninguém! Mas, então, quem poderia ter sido?

Ao iniciar o romance focando no era uma vez, imagina o leitor que o narrador contaria uma estória de reis, mas é surpreendido com o pedaço de madeira. Deu voz o escritor a um pedaço de madeira, uma madeira que sente, uma madeira. Dessa madeira surgirá um ser, um menino. Ao surpreender o leitor, Collodi, numa linguagem infantil, coloca uma questão muito interessante : o carpinteiro tenta moldar a madeira .

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Ela se ressente, ela chora porque dói. Nesse momento deixa de ser madeira e se transforma em ser. O educador, está na figura do carpinteiro. As vezes somos educados para agir dessa ou de outra maneira, manipulados como o pedaço de madeira. Para viver em sociedade precisamos nos moldar. Nossa natureza às vezes não obedece ao que nos propuseram a ser e a construir. Dói nascer. Muito mais crescer…

O livro inteiro é lindo, além dos princípios que os bons contos de fada possuem, tem o romance a preocupação em tocar em assuntos como a fome,a educação , e a transformação do homem. Sim, é possível mudar, para isso haverá a necessidade da transformação, com pitadas de generosidade e de trabalho. Como é trabalhoso e muitas vezes lento o processo de mudança.

E aquele bonequinho que se chama Pinóquio está no imaginário de todos nós. O nariz dele crescia quando mentia, e para isso foi necessário sofrer, passar por aventuras, sentir-se cerceado em sua liberdade para aprender. Quando ele sai do universo da oficina do pai Gepeto, conhece as angústias do mundo e por si só recolhe-se ao conforto da companhia do velho construtor. Sai liberto e por fim se transforma num menino de verdade.

Fonte: site Obvious

Quatro livros para começar a ler em inglês

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Não dá para simplesmente começar a ler em inglês lendo Shakespeare, talvez até Tolkien seja cansativo demais para as primeiras leituras. Precisa-se treinar o cérebro para se entender e não criar aquele pavor. Quantos adolescentes já não pegaram pavor à leitura simplesmente por que, antes de serem ensinados ao gosto, jogaram livros pesados à eles no ensino? Leitores são construídos e treinados.

Sou super fã de ler as obras no idioma original, mas não tenho habilidades suficientes para suprir todos os meus autores favoritos e não sei se consigo aprender russo. Mas com o inglês é possível. É só ter paciência no começo. E para isso, selecionei alguns livros que podem ajudar a desenvolver tal noção. A ordem não interessa, simplesmente pegue o que mais parece contigo!

The Wonderful Wizard of Oz – L. Frank Baum.

A linguagem é simples por se tratar de um livro para o público infantil. Os parágrafos são consideravelmente pequenos, então você não cansa com tanta informação e palavras novas à beira dos olhos. Sendo, talvez, o conto de fadas mais famoso dos EUA, você provavelmente reconhece a história, o que facilita bastante ao entender o contexto e os passos de Dorothy.

Percy Jackson & the Olympians – Rick Riordan

Poderia também indicar Harry Potter, mas em HP tem várias palavras novas que talvez podem pegar. Porém, ambas séries são infantis e possuem um nível de linguagem fácil e agradável, além disso quase todos nós estamos familiarizados com as histórias.

Então, para quem quer se aventurar um pouco além daquela adaptação horrenda, vale a pena dar uma olhada nos livros de Rick, além de dar uma super ajuda no vocabulário, dá pra ter umas sacadas sobre o Olimpo de graça.

The Hobbit – JRR Tolkien.

Sempre acabo indicando esse livro, tanto para quem quer pegar manha no inglês, quanto no português. O fato é que nesse livro Tolkien não pega tão pesado na descrição e isso ajuda o leitor a acompanhá-lo com facilidade. Além disso, a postura da narrativa passa como se o autor tivesse te contando uma história enquanto tomam um chá. Claro que possuem algumas palavras da Middle-Earth, mas nada de complicado e cansativo. É, talvez, a leitura mais leve de Tolkien e, se não leu, está passando da hora de ler, seja em inglês ou português.

Danse Macabre – Stephen King

Não teve afinidade com nenhum desses? Então ok. A dica é pegar livros infanto-juvenil, ou histórias já conhecidas para não perder muito o tempo em vocabulário. Ser paciência e não sair ou largar só por que não entendeu um parágrafo. E continuar lendo. Keep reading. Keep Reading. A GoodReads tem uma lista de livros em inglês para brasileiros. Dá uma olhada também!

Fonte: Site Vida em Série

Livro da Semana: A guardiã

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Sinopse:

Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

A Trama: História, nesse livro, é o nome dado ao que se tornam as pessoas depois de mortas, mantidas em corpo, matéria, não apenas em alma. Guardiã, é a função de Mackenzie, que leva essas Histórias para o Arquivo, local onde elas ficam arquivadas em gavetas tendo o descanso eterno. No entanto, a situação no Arquivo anda bem agitada e Mac anda tendo bem mais trabalho ultimamente, enquanto lida com sua mudança para uma nova residência e ainda sofre pela morte do irmão mais novo.

Uma super dica para leitura da semana!

Autora: Victoria Schwab
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 320

Cinco livros que são melhores que os filmes

um-dia1- Um Dia, de David Nicholls

O livro é infinitamente melhor que a adaptação cinematográfica, mas depois que você vê o filme não tem como não imaginar Emma na pele de Anne Hathway e Dexter sendo vivido por Jim Sturgess.

Um dos melhores livros que li na vida. Meu Top 2.

 

2- O lado bom da vida, de Matthew Quick

O livro é mais completo que o filme. Tem mais nuances e fatos. Bem mais explorados. Só por esse detalhe ganha porque de resto o filme com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. A meta é ler ainda esse ano a versão em inglês.

 

3- A culpa é das estrelas, de John Green

O livro tem muitos mais detalhes interessantes que explicam várias situações-limite da história de Hazel Grace e Gus. O filme é excelente, mas o livro é um pouquinho melhor.

 

4- O Tempo e o Vento,  de Érico Veríssimo

O livro é bem melhor que o filme estrelado por Thiago Lacerda. Talvez se equipare à ´série que foi ao ar na Tv Globo nos anos 80.

 

5- O melhor de mim, Nicholas Sparks

O filme é tocante, emocionante, apesar dos atores jovens não se parecerem em nada com os mais adultos. Mas o livro é simplesmente incomparável, com detalhes e extrema emoção. O leitor consegue se transpor para a situação vivida pelos personagens com um desfecho bem lacrimogêneo, à la Nicholas Sparks, onde quase todos os livros têm desfechos dramáticos.

 

Por Anna barros

 

 

 

 

10 livros que você provavelmente não sabia que já foram proibidos

Burger’s Daughter, Nadine Gordimer

Nadine Gordimer

Quando falamos em censura de livros por motivos políticos, logo nos vêm à cabeça obras filosóficas ou relatos reais de pessoas perseguidas por ditaduras. Burger’s Daughter (“A filha de Burger”, numa tradução livre), porém, é um dos diversos livros de ficção que foram banidos por governos. O livro da britânica Nadine Gordimer conta a história de um grupo de ativistas brancos sul-africanos que lutam contra o apartheid.

Na época em que foi lançado (1979), a obra foi considerada “uma ameaça à segurança da África do Sul” pelas autoridades, que rapidamente proibiram sua importação. A proibição, porém, saiu pela culatra e ajudou o livro a se tornar uma das mais conhecidas e celebradas obras sul africanas, sobretudo por ativistas anti-apartheid.

O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien

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A famosa trilogia fantástica escrita por Tolkien percorreu um longo caminho antes de chegar aos videogames e ao cinema. A história foi criticada por grupos religiosos pelo seu conteúdo considerado pagão.

Em 2001, membros de uma igreja do Novo México, nos Estados Unidos, chegaram a queimar cópias da publicação  – algumas comunidades cristãs locais proibiram o livro. Os religiosos acusaram a trilogia de fazer apologia ao satanismo, apesar de nenhuma menção a figuras satânicas ser feita durante o enredo – sem contar o fato de Tolkien ser cristão. Mais tarde, o filme também sofreria críticas de grupos antitabagistas, que acusariam a obra cinematográfica de estimular crianças a fumarem.

Arquipélago Gulag, Alexander Solzhenitsyn

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Arquipélago Gulag traz relatos reais de seu autor, Alexander Solzhenitsyn, sobre os campos de trabalho forçado da extinta URSS. Alexander esteve preso por 11 anos nesses campos e descreve o que viu e ouviu nas cerca de 600 páginas do livro. Além de sua própria visão, o livro também apresenta relatos de mais de duzentas pessoas que presenciaram o cotidiano dos campos de trabalho.

Após a publicação, a obra foi censurada na União Soviética. Lançada no ocidente em 1973, Arquipélago Gulag circulou ilegalmente por 16 anos nas repúblicas socialistas, até ser oficialmente aceito no governo de Mikhail Gorbachev. Hoje, tornou-se um dos livros mais famosos sobre as prisões soviéticas e é considerado elemento fundamental do currículo das escolas Russas desde 2009.

Alexander também teve seu romance “Um Dia na Vida de Ivan Denisovich” censurado pelo governo soviético. O romance narra um dia da vida de um prisioneiro de um campo de trabalho forçado soviético.

A Riqueza das Nações, Adam Smith

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Um dos livros responsáveis por teorizar as bases da economia moderna, escrito por um dos mais aclamados economistas de todos os tempos, também foi um dos mais criticados. Após concentrar sua defesa na liberdade de comércio e propriedade, o economista Adam Smith viu sua obra ser proibida pela aristocracia do século XVIII por suas críticas ao mercantilismo.

Anos mais tarde, o livro foi acusado de ser muito capitalista acabou banido das prateleiras dos países socialistas.

Death Note, Tsugumi Ohba

O famoso mangá japonês Death Note que deu origem ao anime homônimo também sofreu censuras. Na China o livro foi proibido pelas autoridades. O motivo? “Proteger a saúde física e mental” dos estudantes.

Os governantes também acusaram a obra de “enganar crianças inocentes e distorcer sua mente e seu espírito”.

1984, George Orwell

A distopia (talvez não tão distópica) de Orwell já foi eleita pela TIME como um dos livros mais perseguidos ao redor do mundo – e não é pra menos. Em 1950, Joseph Stalin censurou o livro na União Soviética por considerar que a obra era uma crítica direcionada ao seu governo – ironicamente, um dos temas centrais do romance é a crítica à censura.

Além da URSS, os Estados Unidos e o Reino Unido quase deram uma de “Ministério da Verdade”, censurando o livro durante a crise dos mísseis de 1960. A ideia de censurar a publicação, no entanto, acabou ficando só no papel. Apesar disso, apelos regionais para que o livro fosse proibido aconteceram, como no Condado de Jackson, na Florida, onde o livro foi amplamente chamado de “pró-comunista”.

The Peaceful Pill Handbook, Philip Nitschke e Fiona Stewart

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Publicado em maio de 2007, “O Livro da Pílula da Paz”, numa tradução livre, traz instruções de como cometer um suicídio. O foco da publicação são as formas não violentas e indolores de tirar a própria vida, que recebem uma classificação de quão “pacíficas” são de acordo com um ranking estabelecido pelos autores.

A Austrália foi o primeiro país a proibir a circulação da versão impressa, seguida pela Nova Zelândia. Como forma de burlar as restrições, versões em ebook foram disponibilizadas na Austrália em 2008. A medida irritou tanto o governo do país, que foi cogitado um plano para restringir o acesso aos sites que disponibilizavam a versão do livro.

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

Apesar de ser um livro clássico e amplamente distribuído no Ocidente, Alice no País das Maravilhas sofreu uma série de censuras na China por volta da década de 1930. Na província de Hunan, o General Ho Chien censurou a obra por considerar que seus personagens antropomórficos (animais com características humanas) feriam a moral e insultariam os seres humanos “chamando-os de animais”.

A Revolução dos Bichos, George Orwell

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Outro livro de Orwell que sofreu repressões, A Revolução dos Bichos (Animal Farm, no original), teve problemas já em 1943, logo após finalizado, quando nenhuma editora britânica se dispôs a publicar o livro temendo sofrer repressões do governo, então aliado da URSS. Após conseguir publicar as primeiras edições, Orwell teve sua obra rapidamente proibida na União Soviética e em outros países socialistas.

O livro também sofreu proibições no Quênia, em 1991, por sua crítica a políticos corruptos, e nos Emirados Árabes Unidos, em 2002, por conter imagens e textos contrários à moral islâmica – principalmente pela existência de um porco com características humanas. Até hoje o livro é censurado em Cuba, na Coreia do Norte e na China.

And Tango Makes Three, Henry Cole

A obra infantil de 32 páginas figura entre as publicações mais censuradas do mundo, de acordo com o The Guardian. O livro conta a história real de dois pinguins do Zoológico do Central Park de Nova York, que formaram um casal homossexual durante 6 anos. Os dois pinguins demonstram um comportamento afetivo, tentando chocar pedras em formato de ovos.

Ao perceberem as relações afetivas entre os pinguins e sua vontade de ter um filhote, os zeladores do zoológico deram aos animais um ovo de verdade, obtido de um cruzamento heterossexual entre outros dois pinguins impossibilitados de chocá-lo. Os pinguins homossexuais deram origem a uma pinguim fêmea chamada de Tango pelos zeladores.

O livro gerou uma série de polêmicas nos Estados Unidos e foi acusado de ser “ilusório”. Em vários estados, pais de alunos protestaram para que as escolas retirassem a obra das bibliotecas. Em 2006, a cidade de Charlotte removeu o livro das bibliotecas escolares, após decisão do Superintendente de Escolas da cidade. Em 2008, foi a vez do condado de Loudoun, quando o Superintendente de Escolas Públicas, Edgar Hatrick, ordenou a remoção do livro das bibliotecas das escolas públicas do condado. Recentemente, em julho desse ano, o Comitê Nacional de Bibliotecas de Singapura confirmou a destruição de livros infantis com temas pró-LGBT, incluindo o livro que conta a história de Tango.

Bônus: o cordel que o INSS censurou

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O cordelista pernambucano Davi Teixeira teve seu cordel “A Lei da Previdência” censurado pela INSS ano passado. O cordel chegou até o Grupo de Proteção de Imagens das Autarquias e Fundações Públicas Federais, que levou a publicação até o INSS. O INSS apurou que a obra passava um conteúdo depreciativo à imagem do Instituto e coagiu Davi a muda-la.

O cordelista, que vendia seus cordéis como fonte de renda, chegou a queimar 600 exemplares, com medo de ser preso. A obra só foi liberada para circulação depois que Davi pediu auxílio de um advogado, que entrou com uma ação na justiça. Só então, com o aval do juiz da 3ª Vara Federal, os poemas que criticavam o sistema da previdência puderam ser novamente vendidos pelo autor.

Fonte: Spotniks

20 curiosidades literárias que você precisa saber

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Uso de drogas, acidentes de automóveis, mentiras, manias estranhas, livros proibidos e autores famosos que venderam tudo para publicar o primeiro livro reunidos em 20 curiosidades sobre literatura e autores. Confira a lista agora!

 

1- Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, narrou suas experiências com alucinógenos num livro chamado As Portas da Percepção. Aliás, o nome do grupo de rock The Doors foi inspirado no livro As Portas da Percepção.

2- Também foram as drogas (em especial o ópio e haxixe) que inspiraram o poeta Charles Baudelaire a escrever Os Paraísos Artificiais, uma reflexão sobre o uso de substâncias alucinógenas.

3- Baudelaire e Huxley não foram os únicos nem os últimos a passar as experiências com drogas para o papel. O escritor Paulo Mendes Campos certa vez escreveu um relato sobre experiências com alucinógenos que foi extremamente elogiado pela crítica. Para escrever sobre o assunto, o escritor brasileiro experimentou LSD sob a supervisão médica de um amigo. Seus pontos de vista e observações estão no ensaio Experiências com LSD, publicado pela primeira vez no começo dos anos 1960.

4- No início da carreira, o escritor George Bernard Shaw teve que ser sustentado pela mãe por que não conseguia vender seus livros.

5- O primeiro acidente de automóvel no Brasil foi causado pelo poeta Olavo Bilac. Ele bateu numa árvore em 1897.

6- Lolita, de Vladmir Nabokov, teve a princípio sua publicação recusada. O romance era tido como tão controverso que apenas uma editora (Olympia Press) o quis publicar. Três anos depois, quando o livro já era um hit, outras invejosas mudaram de ideia.

7- O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos pseudônimos, cada um com um estilo e uma biografia próprios. Ente os pseudônimos adotados estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.

8- O monstro em Frankenstein não tem nome. Na verdade, Frankenstein é o nome do cientista que criou o monstro.

9- J.K. Rowling escreveu todos os livros do Harry Potter à mão.

10- Virginia Woolf, Goethe e Hemingway tinham o hábito de escrever em pé.

11- José Lins do Rego era fanático por futebol. Chegou a ocupar um cargo na diretoria do Flamengo, no Rio de Janeiro. Nelson Rodrigues, outro fanático por futebol, afirmou uma vez que “O videoteipe é burro”, quando ficou provado pênalti contra o seu Fluminense.

12- Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Na velhice, confessou: “era mentira”. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.

13- O primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, foi publicado às custas do próprio autor, uma vez que havia sido recusado por diversas editoras.

14- O poeta Carlos Drummond de Andrade publicou o seu primeiro livro, com tiragem de 500 exemplares, com o dinheiro do próprio bolso.

15- Foi com suas últimas economias que o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez publicou sua obra-prima Cem Anos de Solidão. A primeira tiragem de oito mil exemplares se esgotou em 15 dias.

16- O poeta chileno Pablo Neruda só conseguiu publicar seu primeiro livro, Crepusculário, depois de vender todos os seus bens para financiá-lo.

17- Dom Quixote, obra-prima do espanhol Miguel de Cervantes, obteve um sucesso tão grande na época da sua publicação que um anônimo escreveu uma segunda parte do romance.

18- O primeiro romance do mundo foi escrito em 1007 por uma mulher, Murasaki Shibiku, A história de Genji conta as aventuras de um príncipe que procura amor e sabedoria.

19- Monteiro Lobato é o autor da frase “um país é feito de homens e livros”. O escritor revolucionou o mercado literário em uma época em que o Brasil tinha poucas livrarias. Seus livros eram vendidos em mercearias, armazéns e farmácias, fomentando de maneira criativa a cultura em nosso país.

20- O Dia do Livro Infantil é lembrado em 18 de abril (aniversário de Monteiro Lobato).

Fonte: Publiki.me