#53 Vidas Secas, de Graciliano Ramos

vidas-secas7Há muito tempo que queria ler esse livro e ler uma obra de Graciliano. E não me arrependi apesar de ter demorado muito tempo para isso acontecer.

A história fala sobre a seca e seus efeitos sobre os personagens Fabiano, Sinhá Vitória, as crianças e a cadela Baleia. Ela narra de forma densa e profunda tudo que cerca o sertão e a caatinga. O relato é impressionante, como se estivéssemos com aquela vegetação e aquele clima bem diante de nossos olhos.

Focaliza a vida de pobre-diabo de Fabiano e seus dilemas como pai de família que quer fugir da seca do Nordeste e não sabe como e do sentimento de culpa por ter sacrificado a cadela Baleia que contraiu a Raiva ou Hidrofobia.

Há uma grande luta de consciência do personagem central que ora se mistura com os sentimentos do narrador. Graciliano tem um rico vocabulário e escreve de forma brilhante a narrativa que nos faz refletir como essa questão ainda é séria no Nordeste brasileiro e os políticos pouco fazem para combatê-la.

Fabiano é um homem rude, grosseiro às vezes que tenta de qualquer forma mudar a condição precária que a família. Sinhá Vitória é sua esposa, mulher de fé e batalhadora, sempre ao lado do marido, apesar de totalmente submissa.

A parte que Fabiano mata a cadela é mais impactante a mais triste do livro porque ela fica ressentida de ter sido traída por seu dono, seu melhor amigo.

É um livro maravilhoso que merece ser degustado e relido. Dá doses da mais pura realidade da vida e mostra firmemente o delinear de comportamento e caráter dos personagens. Observamos como a aridez da seca deformou Fabiano tornando um homem árido que muitas vezes parece não ter sentimentos, nem quando entra em desavença com o soldado amarelo e acaba preso por insultar a mãe desse.

Super recomendo!!

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Um conto de Natal – Charles Dickens

conto-de-natalUm dia, um dos melhores do ano, e véspera de Natal, o velho Scrooge achava-se em seu escritório, a trabalhar. O frio era acre e penetrante, acompanhado de nevoeiro. Scrooge ouvia as pessoas que iam e vinham na pequena vi- Charles Dickens 2 ela, esfregando as mãos e caminhando rapidamente para se aquecerem. Os relógios da cidade acabavam de soar três horas, mas já começava a escurecer, e as luzes principiavam a brilhar no interior dos escritórios vizinhos, pontilhando de manchas avermelhadas a atmosfera cinzenta e quase palpável do crepúsculo. O nevoeiro infiltrava-se por todas as fendas, invadindo o interior das casas pelo buraco das fechaduras; fora, era tão denso, que, não obstante a estreiteza da viela, as casas fronteiriças se tinham tornado imprecisos fantasmas. Diante desta onda cinzenta que descia progressivamente, ameaçando envolver tudo em sua obscuridade, poder-se-ia crer que a natureza inteira se havia posto ali a fabricar a chuva e a neve. A porta de Scrooge estava aberta de modo a permitir-lhe observar seu empregado, que se achava copiando cartas no compartimento contíguo, lúgubre cubículo que mais parecia uma cisterna. O fogo de Scrooge era bem insignificante, mas o de seu empregado era tão miserável que parecia não passar de uma única brasa. E tornava-se impossível alimentá-lo, pois que Scrooge conservava junto de si a lata de carvão, e quando o pobre rapaz entrava, com a pá na mão, Scrooge declarava que era obrigado a dispensar os serviços de um homem tão gastador. Diante disso, o pobre homem, enrolando-se em seu cachecol branco, procurava aquecer-se na chama da lamparina, o que não conseguia, por não ser dotado de uma imaginação suficientemente viva. – Bom Natal, meu tio, e que Deus o ajude! – exclamou uma voz jovial. Era a voz do sobrinho de Scrooge, cuja entrada no escritório fora tão imprevista, que este cordial cumprimento foi o único aviso com que o rapaz se fizera anunciar. – Tolice! Tudo isso são bobagens! O sobrinho de Scrooge, que havia caminhado apressadamente no meio da bruma gélida, tinha o rosto incendiado pela corrida. Seu rosto simpático estava vermelho, os olhos brilhavam, e, quando falava, seu hálito quente transformava-se numa nuvem de vapor. – Natal, uma bobagem, meu tio? Parece que o senhor não refletiu bem! – Ora! – disse Scrooge. Feliz Natal! Que direito tem você, diga lá, de estar alegre? Que razão tem você de estar alegre, pobre como é? – E o senhor – respondeu alegre e zombeteiramente o sobrinho –, que direito tem de estar triste? Que razão tem o senhor de estar acabrunhado, rico como é? Não encontrando no momento melhor resposta, Scrooge repetiu novamente: – Tolice! Tudo isso são bobagens! – Vamos, meu tio! Não se amofine! – disse o jovem. – Como não me amofinar, – replicou o tio, – quando vivemos num mundo cheio de gente ordinária? Feliz Natal!… Que vá para o diabo o seu feliz Natal! Que representa para você o Natal, a não ser uma época em que você é obrigado a abrir o cordão da bolsa já magra? Uma época em que você se faz mais velho um ano e nem uma hora mais rico? Em que você, fazendo um balanço, verifica que ativo e passivo equilibram, sem deixar nenhum resultado? – Se fosse eu quem mandasse, – continuou Scrooge indignado, – cada idiota que percorre as ruas com um “feliz Natal” na ponta da língua seria condenado a ferver em sua marmita, em companhia de seu bolo de Natal, e a ser enterrado com um galho de azevinho espetado no coração. Pronto! – Meu tio! – exclamou o jovem. – Meu sobrinho, – tornou o tio num tom severo –, pode festejar o Natal a seu modo, mas deixa-me festejá-lo como me aprouver. – Como lhe aprouver? Mas o senhor não o festeja absolutamente! – Perfeitamente! – disse Scrooge; – então, dê-me a liberdade de não o festejar. Quanto a você, que lhe faça bom proveito! O proveito que você tem tido até hoje… – Há muita coisa de que eu não soube tirar o proveito que poderia ter tirado, é certo, e o Natal é uma delas, – replicou o sobrinho. – Mas, pelo menos, estou certo de ter sempre considerado o Natal – fora a veneração que inspiram sua origem e seu caráter sagrados – como uma das mais felizes épocas do ano, como um tempo de bondade e perdão, de caridade e alegria; o único tempo, que eu saiba, no decorrer de todo um ano, em que todos, homens e mulheres, parecem irmanados no mesmo comum acordo para abrir seus corações fechados e reconhecer, naqueles que estão abaixo deles, verdadeiros companheiros no caminho da vida e não criaturas diferentes, votadas a outros destinos. Assim, pois, meu tio, embora o Natal não me tenha posto nos bolsos uma única moeda de ouro ou de prata, estou convencido de que ele me fez e me fará muito bem, e é por isso que eu repito: Deus abençoe o Natal! O empregado não pôde deixar de aplaudir, de seu cubículo, o sobrinho de Scrooge, mas, logo a seguir, caindo em si e notando sua inoportuna intromissão, pôs-se a remexer as brasas vigorosamente, acabando por apagá-las. – Eu que o ouça mais uma vez, – disse Scrooge, – e você irá festejar o Natal no olho da rua. Quanto a você, meu amigo, continuou ele voltando-se para o sobrinho, você é de fato eloqüente; estou mesmo admirado de que ainda não tenha conseguido um lugar no Parlamento. – Não se aborreça, tio, e venha almoçar conosco amanhã. Scrooge respondeu mandando-o para o diabo, e o fez de cara a cara. – Mas, por quê? – exclamou o sobrinho. – Por quê? – Por que foi que você casou? – perguntou Scrooge. Canção de Natal 3 – Porque eu amava. – Porque amava! – resmungou Scrooge. – Como se isso não fosse outra tolice maior ainda que festejar o Natal! Passe bem! – Mas, meu tio! O senhor nunca vinha à minha casa antes do meu casamento. Por que arranja esse pretexto para não vir hoje? – Boa noite! – disse Scrooge. – Eu não espero nada do senhor; eu nada lhe peço. Por que não sermos bons amigos? – Boa noite! – disse Scrooge. – Lamento de todo o coração vê-lo assim tão obstinado. Não temos, que eu saiba, nenhum motivo de ressentimento. Foi em homenagem ao Natal que vim até aqui, e no espírito de Natal quero ficar até o fim. – Boa noite! – disse Scrooge. – E feliz Ano Novo! – Boa noite! – replicou Scrooge. O sobrinho, entretanto, saiu do escritório sem uma palavra de desagrado. Na porta, deteve-se para apresentar as boas-festas ao empregado, que, mesmo tiritando como estava, se mostrou mais amistoso que seu patrão, pois que respondeu ao jovem com felicitações cheias de cordialidade. – Outro predestinado! – resmungou Scrooge ao ouvi-lo. Imaginem meu empregado a falar de Feliz Natal com apenas quinze xelins por semana, tendo mulher e filhos! O tal predestinado, tendo acompanhado o sobrinho de Scrooge até à porta, fez entrar dois cavalheiros de fisionomia simpática e aparência distinta, os quais penetraram no escritório, tendo à mão, além do chapéu, vários papéis e documentos. Na presença de Scrooge, inclinaram-se. – Scrooge & Marley, parece-nos? – disse um deles, consultando os apontamentos. É ao senhor Scrooge ou ao senhor Marley que temos a honra de falar? – O senhor Marley faleceu há cerca de sete anos. Morreu nesta mesma noite, fará seguramente sete anos. – Não temos a menor dúvida de que a generosidade do sócio sobrevivente seja igual à dele, – disse um dos cavalheiros, apresentando os papéis que o autorizavam a pedir. E não se enganava, pois que os dois sócios eram bem dignos um do outro. Diante da inquietante palavra generosidade, Scrooge franziu o sobrolho, sacudiu a cabeça e devolveu os papéis. – Nesta festiva época do ano, senhor Scrooge, – prosseguiu o cavalheiro, tomando uma pena –, parece ainda mais oportuno do que em nenhuma outra ocasião, arrecadar algum dinheiro para aliviar os pobres e os deserdados da sorte, que sofrem cruelmente os rigores do inverno. A muitos milhares de infelizes falta mesmo o estritamente necessário, e muitas outras centenas de milhares não conhecem o mais insignificante conforto – Não há prisões? – perguntou Scrooge. – Prisões não faltam, – disse o cavalheiro, largando a pena. – E os asilos? Não fazem nada? – perguntou Scrooge. – Sim, de fato, embora eu preferisse dizer o contrário. – Então, as casas de correção estão em plena atividade? – Sim, estão em plena atividade, senhor. – Oh! Eu já estava receando, pelo que o senhor me disse há pouco, que alguma coisa tivesse interrompido uma atividade tão salutar, – disse Scrooge. Estou satisfeitíssimo por saber que tal não aconteceu. – Persuadidos de que estas organizações não podem proporcionar ao povo o consolo cristão da alma e do corpo, de que ele tem tanta necessidade, tornou o cavalheiro, alguns dentre nós resolveram empreender uma coleta, cujo produto seria distribuído aos pobres, em forma de alimento, combustível e roupa. Escolhemos esta época do ano porque, mais que nenhuma outra, é aquela em que mais cruelmente se faz sentir a penúria e em que o conforto se torna mais doce. Quanto posso pôr em seu nome? – Nada. – Desejaria guardar o anonimato? – Desejo que me deixem em paz; já que os senhores querem saber, é isso que eu desejo. Eu não faço banquetes para mim próprio pelo Natal, vou agora dar banquete aos vagabundos! Já faço muito em dar minha contribuição às organizações de que falamos ainda há pouco, e elas não ficam barato! Aqueles que tiverem necessidade que recorram a elas. – Muitos não o podem fazer, outros preferem a morte. – Se preferem a morte, – disse Scrooge –, está ótimo! Que morram! Isso virá diminuir o excesso de população. De resto, queiram desculpar-me, porém não estou bem a par dessa questão. – Mas o senhor poderá tomar parte nela. – Isso não me interessa, – replicou Scrooge. Um homem já faz muito, quando se ocupa dos seus próprios negó- cios, sem interferir nos negócios alheios. Os meus já me tomam todo o tempo. Boa noite, senhores. Vendo claramente que era inútil insistir, os cavalheiros retiraram-se. Scrooge, satisfeito consigo mesmo, pôs-se novamente a trabalhar, com radiante bom-humor.

Por Charles Dickens

 

Através desse fragmento, o Coração Literário deseja a todos os leitores e blogueiros um feliz e iluminado Natal!!! Paz, saúde, amor e livros!!!

Com carinho,

Anna Barros, Arita Souza e equipe.

#52 Olhai os lírios do campo – Érico Veríssimo

olhai-os-lirios-do-campoTodo livro do ´Erico Veríssimo é demais!  Esse e tão bom que foi adaptado e virou novela.

O título do livro é baseado num trecho bíblico que fala de preocupações exageradas, do grande temor que o homem tem com o porvir, com o que há de vir.

Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos preocupeis, dizendo: ‘Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?c

O doutor Eugênio escolheu uma mulher que lhe convinha de acordo com seus medos e interesses, ele precisava de segurança. As suas más escolhas são justificadas pela infância pobre e o seu rancor em relação ao pai, que ele não conseguia admirar nem amar, sentia- se envergonhado, apesar de todos os esforços do homem, alfaiate, por dar- lhe a melhor educação em um internato privado, um colégio inglês cristão só para rapazes, o Columbia College.

A recordação da humilhação na infância é o motor da vida de Eugênio, é para fugir desse sentimento que estão baseadas todas as ações na sua vida adulta. Eugênio quer ser respeitado socialmente, custe o que custar. Cego.

Eunice, rica, foi a aposta segura. Eugênio formou- se em Medicina, mas não queria ser médico de subúrbio. Gostava de luxo, de fama e queria fugir da pobreza, o legado da sua família simples e honesta. Fingia amar Eunice, mas pensava em Olívia. O tempo todo estava ciente do erro, vivia angustiado e infeliz.

O personagem tem uma visão deformada da vida. Posso citar o caso brasileiro sem pestanejar. O valor está no ter. As pessoas envergonham- se de serem simples, há uma necessidade de ostentar, ainda que não tenham nada. Esse livro é espelho. Esta pode ser uma das funções úteis da literatura.

Apesar que essa é uma tendência já ficando ultrapassada, a da “segurança”. Universidade, concurso público, propriedades, casamento… A nova geração, a turma dos 20, já demonstra uma mudança de comportamento aqui e aí. Os jovens querem comprar experiências e não uma prestação de apartamento por 30 anos. Alugam, não compram; viajam, não criam limo; juntam- se, não casam. São mais honestos e espontâneos. A opinião alheia já não influi. São mais livres, sem hipocrisia. Hoje em dia, já não se casa mais por interesse como antigamente.

Eugênio e Olívia se conhecem e se apaixonam na faculdade de Medicina, mas depois que se formam, cada um vai para seu lado. Ela vai para o interior e ele decide ascender socialmente.

Quando ele sabe que ela está doente e acaba morrendo, ele decide dar uma guinada na vida separar-se, deixar Eunice e a filhinha Anamaria de três anos. A morte de Olívia foi a redenção de Eugênio.

Esse livro foi um marco na vida de Érico Veríssimo pois foi através dele que decidiu levar a profissão de escritor a sério.

Super recomendo esse livro e O Tempo e o Vento.

 

 

Conheça meu conto “A Profecia”

14803350960761Com muita alegria divido com vocês meu primeiro conto.  Você também poderá acessa-lo na minha página do wattpad

Sinopse: Bella deverá vencer o impossível para conhecer sua história e salvar seu povo  das garras dos Noiteranus, superando o poder da antiga profecia dos Ventos do Norte. Uma narrativa poética que irá encantar você.

Clique aqui para leitura:a-profecia

 

 

#51 A Gaivota, de Tchekhov

Daniel PereiraTchekhov é maravilhoso! Um dos meus autores favoritos e não é só porque é médico, mas porque tem domínio literário amplo e irrestrito.

O livro é uma obra-prima! Seria da minha lista de 2017, mas me antecipei e li.

A Gaivota descreve a trágica história de Trepliov, jovem e inseguro escritor, que vive entre a rejeição da mãe, a angústia de ter perdido Nina, sua amada, e o sonho de renovar o teatro. Nina é uma jovem reprimida pelo pai que deseja ser atriz famosa, assim como Arkádina, e ama os escritos do consagrado escritor Boris Aleksievich Trigórin, amante  desta. Arkádina é a mãe de Trepliov. Famosa e aclamada atriz se importa apenas consigo mesma e com sua arte, tudo ao seu redor deve funcionar em sua função. Reprime e não se importa muito com o filho. Critica-o demais o tempo todo, fazendo com que a autoestima dele seja baixa.
A peça toda se passa na casa de campo do Sorin, tio de Trepliov. A família e alguns amigos se reúnem no verão. Trepliov escreve uma peça, encenada por Nina, que refletiria o novo teatro russo. Ela também não gosta da peça.

Sua mãe classifica a peça como decadente. Trepliov magoado com a mãe interrompe a peça. Nina apaixona-se perdidamente por Trigórin. Trepliov, com ciúmes da mãe e da amada, tenta frustradamente se matar. Então desafia Trigórin para um duelo. Arkádina decide ir embora para a cidade. Nina decide fugir de casa e ser atriz, para isso conta com a ajuda de Trigórin, já envolvido pela atração física da jovem. Trigórin é muito mais velho que Nina. Do terceiro para o quarto ato passam-se dois anos. Neste ínterim, Arkádina e Trigórin não sofrem nenhuma mudança, continuam suas atividades de pequenos burgueses como sempre, diferente de Nina e Trepliov. Este começa a se tornar conhecido e promissor escritor, embora não esteja feliz nem satisfeito com seu trabalho. Nina, por sua vez, é a que tem a vida e as esperanças destruídas. Vai para a cidade para tentar ser atriz e se torna a segunda amante de Trigórin, que a engravida e a abandona. Ela perde o filho e torna-se uma atriz medíocre que atua em péssimos lugares. Todo o glamour almejado de uma vida interessante ao lado de intelectuais e artistas famosos se desvanece. No quarto ato, já destruída pela vida, relembra o texto da peça de Trepliov, que antes não tinha graça, nem fazia sentido, e que agora elucida toda sua existência, recitado desta vez sob todo o peso das circunstâncias atuais.

Tchekhov tratou seus personagens e seus temas com extrema sensibilidade, para que o apreciador de sua arte se identificasse nela. As crises existenciais, os problemas de relacionamento com os mais próximos, as agruras das relações sociais, todos esses assuntos gravitam na órbita do universo de A Gaivota. Sutilmente, ela dialoga com a história contemporânea da Rússia de então, com suas expectativas, tensões de ambiguidades humanas de seu tempo. “O espectador subentende que a mesma crise e o mesmo desajuste prosseguirão intactos e apenas se agravarão na vida futura dos personagens”. Assim como na peça, que dá ao espectador a noção de que a “vida fora do texto” permanecerá após as cortinas abaixarem, os problemas da existência humana permanecerão na história das relações sociais.
Essa peça de Tchekhov em especial tornou-se um clássico do teatro mundial porque trouxe inovações tanto literárias como cênicas. Na dramaturgia tchekhoviana, todos os episódios que seriam principais para a dramaturgia anterior são realizados fora do palco.  Ele inaugura a técnica do dizer omitindo, do se fazer entender silenciando, buscando mais uma vez aquele esforço de reflexão que torna o espectador ativo dentro do drama apresentado. Induz à reflexão de forma constante

 

O texto é profundo e ainda fala bem antes de acontecer da questão da fama, de ser famoso, da mídia e de todas as relações afetivas e sociais e a sua exposição delas. Nina se apaixona por Trigórin, tem um filho com ele, ele a abandona e ela não consegue corresponder ao amor de Trepliov que acaba se matando por não aguentar essa possibilidade e ao ver a gaivota empalhada que Nina lhe oferece. Nina acabando ficando desequilibrada pelo abandono.

O livro é um clássico e merece ser lido e relido. Tchekhov é um gênio da literatura. Devorem todos os seus livros!!

 

Poema de Anne Frank é vendido por 140 mil euros em leilão

Texto foi escrito pouco antes da adolescente se esconder dos nazistas com sua família em Amsterdã.

Um poema manuscrito de Anne Frank, feito pouco antes da adolescente judia se esconder dos nazistas com sua família em Amsterdã, foi vendido nesta quarta-feira por 140 mil euros em um leilão. Em apenas dois minutos, o “lote 2390”, assinado com as palavras “Em memória de Anne Frank”, foi vendido a um comprador que dava lances pela internet. O preço inicial era de 30.000 euros.

A venda ocorreu em um clima agitado na casa de leilões Bubb Kuyper, especializada em livros e papel, em Haarlem, no oeste da Holanda. Além dos cerca de vinte interessados e colecionadores presentes no salão de vendas, algumas pessoas davam lances pelo telefone e pela internet. Apenas “quatro ou cinco” documentos manuscritos assinados pela adolescente foram vendidos nos últimos 40 anos, afirmou na segunda-feira à AFP Thys Blankevoort, codiretor da Bubb Kuyper. Uma série de cartas de Anne e sua irmã Margot destinadas a meninas americanas foram vendidas em 1988 por 165 mil dólares. Um livro de contos com as assinaturas de Anne e Margot alcançou em maio, em Nova York, a quantia de 62,5 mil dólares, mais do que o dobro do preço estimado.

Poema de Anne Frank é vendido por 140 mil euros em leilão  AFP/AFP

O poema vendido é datado de 28 de março de 1942, poucos meses antes de Anne Frank e sua família se esconderem no apartamento secreto da empresa da família para escapar dos nazistas. Eles permaneceram lá durante dois anos, de junho de 1942 até agosto de 1944, quando foram denunciados e deportados. Nesse apartamento a jovem escreveu seu famoso diário, uma das obras mais lidas no mundo, traduzido para 67 idiomas e que já vendeu 30 milhões de exemplares. Anne Frank morreu de tifo no início de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen, poucos dias depois de sua irmã.

Dedicado a “Cri-Cri”, Christiane van Maarsen, a irmã mais velha de sua melhor amiga Jacqueline, o texto, de 12 linhas, foi escrito em holandês com tinta preta em um “livro da amizade”, explicou Blankevoort. Naquela época, as crianças costumavam pedir que suas amigas escrevessem frases em seus livros da amizade. As quatro primeiras linhas foram provavelmente copiadas de um jornal de 1938, mas as quatro seguintes ainda não foram encontradas em outras fontes. Para Blankevoort, “pode ser que a segunda metade (do poema) tenha sido composta por Anne Frank”.

Fonte: ZHLivros

30 livros lidos pela personagem Rory, de Gilmore Girls, que você deveria ler também

A Netflix lançou o retorno da série e muitos fãs deliraram!!! Cada capítulo se passará em uma estação diferente do ano, contando a rotina das “garotas Gilmore” na cidade de Star Hollow. Laura Graham e Alexis Bledel voltarão no papel da mãe Lorelai Gilmore e sua filha, Rory. O especial terá quatro episódios, de 90 minutos cada um, e mostra como andam as protagonistas Lorelai e Rory Gilmore nove anos após o desfecho, em 2007.

Lauren Graham e Alexis Bledel, de 'Gilmore girls' (Foto: Divulgação)

Além destes menins mais que especiais, grande parte do elenco original participará, como Scott Patterson (Luke), Kelly Bishop (Emily), Melissa McCarthy (Sookie) e Liza Weil (Paris).

E neste embalo, vamos citar 30 livros lidos pela personagem Rory, de Gilmore Girls, que você deveria ler também. Como todos devem se lembrar, Rory é aquele tipo de personagem na qual todo mundo já se inspirou pelo menos um pouquinho. Inteligente, sarcástica e uma verdadeira devoradora de livros (foram citados durante toda a série mais de 300 títulos), leu mais obras que, provavelmente, leremos durante toda nossa vida. Confira a lista:

1984 – GEORGE ORWELL

Winston, herói de ‘1984’, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que ‘só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade – só o poder pelo poder, poder puro.’

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS – LEWIS CARROLL

Quando decidiu seguir um coelho que estava muito atrasado, Alice caiu em um enorme buraco. Só mais tarde descobriu que aquele era o caminho para o País das Maravilhas, um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas – e lhe apresentam enigmas.

UM CONTO DE NATAL – CHARLES DICKENS

 ‘Um Conto de Natal’ traz a figura de Scrooge, um rabugento homem de negócios de Londres, sovina e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Não deixa que ninguém rompa sua carapaça e preocupa-se apenas com seus lucros. No frio natalino, ele é visitado pelo fantasma de Marley, seu sócio, morto há algum tempo.

COMÉDIA DOS ERROS – WILLIAM SHAKESPEARE

 ‘A comédia dos erros’ é considerada pelos pesquisadores como a primeira peça de Shakespeare, com sua estréia nos palcos tendo ocorrido provavelmente em 1594. Os erros a que se refere o título são enganos provocados pelas pessoas que conversam alternadamente com um gêmeo e o outro, sendo um residente de Éfeso, onde se passa a ação, e o outro, estrangeiro. Entretanto, a obra não deve ser confundida com uma comédia leve. Muito ao gosto de Shakespeare, ainda que em sua estréia como dramaturgo, os diálogos introduzem considerações sobre a condição feminina e sobre a condição servil; há credores e devedores e a honra de cada um; discute-se o lugar do ciúme no casamento; existe uma autoridade política que procura administrar justiça com compaixão; mais importante ainda, há a moderna busca pela identidade própria.

O CONDE DE MONTE CRISTO

O conde de Monte Cristo é um clássico da literatura mundial que mexe com a imaginação e a sensibilidade de milhões de leitores há mais de 150 anos. E esta obra-prima tem aqui a edição brasileira que merece uma tradução viva do texto integral, vencedora do prêmio Jabuti, 170 gravuras de época e mais de 500 notas explicativas, além de uma rica apresentação e cronologia de vida e obra do autor. Manipulando os cordões da trama, Alexandre Dumas prende o leitor numa teia de peripécias – traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças – e apresenta uma galeria de personagens que retrata o espectro social de um mundo em transformação.

CRIME E CASTIGO – FIODOR DOSTOIÉVSKI

Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria – grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História.

A SOCIEDADE DO ANEL

‘A Sociedade do Anel’ é a primeira parte da obra de ficção de J. R. R. Tolkien. Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder – a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro.

AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO CÉU

As cinco pessoas que você encontra no céu conta a história de Eddie, mecânico de um parque de diversões, que morre no dia de seu aniversário de 83 anos. Imerso numa rotina de trabalho e solidão, ele passou a vida se considerando um fracassado. Ao acordar no céu, encontra cinco pessoas que lhe mostram o verdadeiro valor de sua vida. Este livro foi escrito para cada um de nós, pois freqüentemente nos sentimos frustrados e inúteis – assim como Eddie – por não termos realizado nossos sonhos. Ele nos faz lembrar que vivemos numa ampla teia de ligações e que temos o poder de mudar o destino dos outros com pequenos gestos. Mitch Albom nos dá mais uma vez uma grande lição sobre a importância da lealdade e do amor. 

E O VENTO LEVOU – MARGARETH MITCHELL

Este livro conta a saga de Scarlett O’Hara e de sua transformação de jovem impetuosa e mimada em mulher prática e disposta e tudo para conseguir o que deseja. Frustrada por não conseguir se casar com Ashley Wilkes, Scarlett acaba se envolvendo com o charmoso aventureiro Rhett Butler, com quem viverá uma conturbada história de amor. Nesta obra, Mitchell descreve a Guerra Civil norte-americana e retrata as mudanças que pavimentaram a história dos Estados Unidos e enterraram para sempre um estilo de vida.

A SANGUE FRIO – TRUMAN CAPOTE

Fruto de investigação, feita ao longo de meses, esta obra combina a objetividade factual e os recursos da narrativa de ficção, contando a história da chacina da família Clutter e dos autores do crime, executados em 1965.

METAMORFOSE – FRANZ KAFKA

O texto pretende colocar o leitor diante de um caixeiro-viajante – Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história busca ser narrada com um realismo inesperado que procura associar o inverossímil e o senso de humor ao que é tido como trágico, grotesco e cruel na condição humana.

NOTAS DE UM VELHO SAFADO – CHARLES BUKOWSKI

No livro, a América tem uma cara de 50 anos, corpo de 18 e desfila de calcinha rosa claro e salto alto na madrugada corrosiva de Los Angeles. A América é um sapatão furioso com uma garra metálica no lugar da mão esquerda e não quer saber de transar com o Velho Safado. A América é uma deusa milionária com a qual ele se casa e da qual amargamente se separa. A América é uma prostituta, 150 quilos, um metro e meio de altura, que peida, uiva e destroça a cama quando goza. A América é também estudantes e revolucionários proferindo discursos inflamados em parques ensolarados de São Francisco no final da década de 60. A América é Neal Cassady dirigindo alucinadamente pelas ruas de Los Angeles, pouco tempo antes de morrer de overdose sobre os trilhos de uma ferrovia mexicana. A América é Jack Kerouac e Bukowski poetando na Veneza californiana. ‘Notas de um velho safado’ forma um conjunto de histórias excepcionais saídas de uma vida violenta e depravada, horrível e santa . 

UM ESTRANHO NO NINHO

Esta obra relata os dias de R.P. McMurphy em um hospício. Ao ser condenado por um crime, ele se finge de louco para escapar da cadeia e agora enfrenta os desafios de uma instituição em que a insegurança e o medo imperam sob o comando de uma sádica enfermeira. Logo, McMurphy descobre que pode modificar aquela realidade, transformando suas vidas para sempre.

O CORCUNDA DE NOTRE DAME – VICTOR HUGO

A cigana Esmeralda dança em frente à catedral de Notre Dame. Ao redor da jovem e da igreja, circulam outros personagens inesquecíveis – como o cruel arquidiácono Claude Frollo, o capitão Phoebus, a velha reclusa Gudule e, claro, o disforme Quasímodo, o corcunda que cuida dos sinos da catedral. A edição traz o texto integral, notas explicativas e mais de 50 ilustrações originais.

ILÍADA – HOMERO

Graças à maestria de seu autor, essa janela no tempo se abre para paisagens vastíssimas, repletas de personagens e eventos que ficariam marcados para sempre no imaginário ocidental. É nesse épico homérico que surgem figuras como Páris, Helena, Heitor, Ulisses, Aquiles e Agamêmnon, e em seus versos os leitores são transportados diretamente para a intimidade dos deuses, com suas relações familiares complexas e às vezes cômicas. Mas, acima de tudo, a ‘Ilíada’ é a narrativa da tragédia de Aquiles. Irritado com Agamêmnon, líder da coalizão grega, por seus mandos na guerra, o célebre semideus se retira da batalha, e os troianos passam a impor grandes derrotas aos gregos. Inconformado com a reviravolta, seu escudeiro Pátroclo volta ao combate e acaba morto por Heitor. Cegado pelo ódio, Aquiles retorna à carga sedento por vingança, apesar de todas as previsões sinistras dos oráculos.

CARTAS A UM JOVEM POETA – RAINER MARIA RILKE

Este volume apresenta duas das obras mais conhecidas de Rainer Maria Rilke. Cartas a um Jovem Poeta, com tradução de Paulo Rónai, nome de relevante projeção nos meios literários brasileiros, compõe-se de uma série de dez cartas, escritas entre 1903 e 1908, endereçadas ao jovem Franz Xaver Kappus, indeciso entre seguir a carreira militar e a literária. A outra obra incluída no presente volume é A Canção de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke. Em junho de 1929, três anos após a morte de Rainer Maria Rilke, Kappus decidiu publicar dez cartas que recebera do poeta em um momento decisivo de sua vida e que poderiam ser úteis a outros jovens, vivendo os conflitos e as incertezas da idade. “De literatura, propriamente, pouco falam as cartas”, escreve Cecília Meireles, “O resto é muito mais importante, uma vez que a parte formal da arte acaba sempre por se realizar, quando atrás dela há uma imposição total de vida transbordante.”

PARIS É UMA FESTA – ERNEST HEMINGWAY

O livro revela um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem autor. A cidade e esses ‘companheiros de viagem’ deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida – ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio. Há, em ‘Paris é uma festa’, momentos de suave melancolia, alternados com outros de cortante, quase selvagem crueldade.

O ILUMINADO – STEPHEN KING

Jack Torrence consegue um emprego de zelador em um velho hotel, e acha que será a solução dos problemas de sua família – não vão mais passar por dificuldades, sua esposa não vai mais sofrer e seu filho, Danny, vai poder ter ar puro para se livrar de estranhas convulsões. Mas as coisas não são tão perfeitas como parecem – existem forças malignas rondando os antigos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança, e, inevitavelmente, um embate entre o bem e o mal terá de ser travado.

SOM E FÚRIA – WILLIAM FAULKNER

Este romance, finalizado em 1929, marca o início da chamada ‘segunda fase’ da carreira de William Faulkner (1897-1962) e é considerado sua obra mais importante. O ambiente da escritura de Faulkner é o sul dos Estados Unidos, escravocrata e derrotado na Guerra da Secessão. ‘O som e a fúria’ narra a agonia de uma família da velha aristocracia sulista, os Compson, entre os dias 2 de julho de 1910 e 8 de abril de 1928. Um apêndice, acrescentado pelo escritor em 1946, fornece outras informações sobre a história dos Compson entre 1699 e 1945. Assim, é possível afirmar que o grande personagem desta obra-prima é o tempo, o que lhe confere interesse universal.

UM CONTO DE DUAS CIDADES – CHARLES DICKENS

Considerado um clássico da literatura inglesa do século XIX, Um Conto de Duas Cidades, do romancista inglês Charles Dickens trata ao mesmo tempo da realidade da Inglaterra e da França revolucionária. As duas cidades em questão são Londres e Paris. O conto foi publicado em forma de folhetins durante os anos de 1858 e 1869. Dickens toma como ponto de referência a Revolução Francesa para apontar os problemas sociais e políticos da Inglaterra, pois temia que a história se repetisse em seu país enquanto escrevia o romance. A narrativa tem início em 1775, quando começam a germinar os movimentos que culminariam na Revolução Francesa em 1779. Em meio a grandes injustiças e abusos por parte da nobreza, os camponeses e artesãos conformam-se com as injúrias, sabedores de que o tempo da vingança está próximo.

O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO – JOAN DIDION

As frases iniciais de ‘O ano do pensamento mágico’ dão o tom exato dessa narrativa – ‘A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente’. Sem uma gota de autopiedade e com um estilo envolvente e emocionante, Joan Didion narra o período de um ano que se seguiu à morte de seu marido, o também escritor John Gregory Dunne, e a doença de sua única filha. Feito com uma dose de sinceridade e paixão, ‘O ano do pensamento mágico’ nos revela uma experiência pessoal e, ao mesmo tempo, universal. É um livro sobre a superação e sobre a nossa necessidade de atravessar – racionalmente ou não – momentos em que tudo o que conhecíamos e amávamos deixa de existir.

UM BONDE CHAMADO DESEJO – TENESSE WILLIAMS

Tennessee Williams foi um dos dramaturgos mais premiados nos EUA e, no auge de seu sucesso, um dos escritores mais requisitados por Hollywood. Suas peças misturam a realidade cotidiana de brutalidade e erotismo ao lirismo e à busca de refúgio em um mundo sem coração. A primeira montagem de Um bonde chamado Desejo, dirigida por Elia Kazan, fundador do Actor’s Studio de Nova York, marcou a estréia de Marlon Brando na carreira de ator. Filmada, elevou Brando ao estrelato. Nesta peça, Williams criou uma das personagens femininas mais marcantes do teatro – Blanche DuBois.

A ESCOLHA DE SOFIA

Este romance narra o envolvimento de Stingo com a bela Sofia, assombrada pela terrível escolha que precisou fazer um dia e que definiu o resto da sua vida. ‘A escolha de Sofia’ mostra uma mulher entregue a uma relação alucinante e destrutiva, impermeável a qualquer felicidade capaz de desviá-la do puro e simples aniquilamento. Para além das cercas eletrificadas e das câmaras de gás, Auschwitz continuava a fazer vítimas. Por trás das angustiantes lembranças que atormentam Sofia, cujos mistérios são aos poucos implacavelmente revelados, o autor mergulha nas raízes da loucura e da crueldade humana.

A VIDA SECRETA DAS ABELHAS – SUE MONK KIDD

Tendo como pano de fundo os anos 1960, ‘A vida secreta das abelhas’ é uma história marcante sobre o poder feminino e o poder do amor. A adolescência de Lily Owens tem sido complicada. Ela não se lembra da morte da mãe, há mais de dez anos, e sua relação com o pai é mais que difícil. Em 1964, quando completa catorze anos, ela decide fugir junto com sua babá Rosaleen. Lily sai a caminho de Tiburon, a cidade que parece esconder alguma resposta sobre a vida de sua mãe. Chegando lá, ela e Rosaleen são acolhidas por três irmãs. Aos poucos, Lily descobre um mundo mágico de abelhas, mel e da Madona Negra. Com a ajuda das irmãs Boatwright – August, May e June -, Lily tenta desvendar sua história. Será que ela conseguirá enfrentar os demônios de seu passado e se tornar uma jovem independente?

CEM ANOS DE SOLIDÃO – GABRIEL GARCIA MARQUEZ

Em ‘Cem anos de solidão’, Gabriel García Marquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa desenvolve-se em torno de todos os membros dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula, uma personagem centenária e uma matriarca conhecida.

SE EU FALAR BONITO UM DIA – DAVID SEDARIS

O público que ouvia uma rádio de grande audiência nos Estados Unidos, em 1992, se dobrava de rir com as peripécias que um certo David Sedaris narrava sobre a sua participação, fantasiado de elfo, numa promoção natalina das lojas Macy’s em Nova York. Nascia ali um novo astro do humor inteligente, só comparável a craques como Woody Allen e Jerry Seinfeld. Quando começaram a ser reunidos em livros, a partir de 1994, os relatos auto-biográficos de Sedaris conquistaram mais de3 milhões de leitores em todo o mundo, absolutamente cativados por sua ironia arrasadora, aliada a um imenso talento literário, como se pode aferir nos textos de ‘Eu falar bonito um dia’. Nesta coletânea de relatos autobiográficos, Sedaris mostra por que é sempre melhor rir de si mesmo, e de todo mundo à nossa volta, do que tentar extrair pesadas lições de moral de nossa comezinha experiência terrena.

A VIDA DE PI – YANN MARTEL

Filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na Índia, Pi Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Quando Pi tem dezasseis anos, a família emigra para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se e Pi vê-se na imensidão do Pacífico, a bordo de um salva-vidas, acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre, e a única esperança de sobreviverem é descobrirem que ambos precisam um do outro.

TUDO SE ILUMINA – JONATHAN SAFRAN FOER

O jovem escritor deste romance é judeu e sempre quis saber detalhes da história de seu avô, um ucraniano que teve toda a sua família assassinada pelos nazistas e só escapou da morte graças à ajuda de uma certa Augustine, que o teria escondido dos alemães. Obcecado pela origem de sua família, o rapaz foi à Ucrânia tentar descobrir o paradeiro daquela mulher. Ele não tinha informação alguma para lhe servir de guia, sabia apenas que seu avô era de Trachimbrod, uma pequena aldeia judaica. Fora isso, ele contava com uma fotografia antiga que supostamente mostrava Augustine e seus parentes. ‘Tudo se Ilumina’ é construído sobre três narrativas completamente diferentes, que seguem paralelas e entremeadas.

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO – ALDOUS HUXLEY

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras ‘pai’ e ‘mãe’ produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford.

Tudo o que você precisa saber sobre o vilão de Animais Fantásticos e onde habitam

Voldemort não é o único grande bruxo do mal no universo mágico de J. K. Rowling. Antes de Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, existiu Gellert Grindelwald — que inclusive fez uma participação no filme Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 –, e Animais Fantásticos e Onde Habitam vai finalmente explorar a sua história.

Atenção: a reportagem abaixo contém spoilers de Animais Fantásticos e Onde Habitam.


A cena de abertura de Animais Fantásticos e Onde Habitam traz Johnny Depp como Gellert Grindelwald. O filme começa mostrando ataques do vilão na Europa, e termina mostrando que ele estava se escondendo em Nova York, sob o disfarce do auror Percival Graves (Colin Farrell). Apesar de o longa-metragem não revelar suas motivações, Grindelwald de fato foi introduzido como principal antagonista da franquia e alguém cujo principal objetivo é expor a comunidade mágica para dominar a comunidade trouxa.

Após a confirmação de J. K. Rowling de que Animais Fantásticos terá cinco filmes e vai se passar ao longo de 19 anos, ficou claro que Grindelwald será a principal força “do mal” da série de longas. É uma atitude esperta, porque, de muitas formas, ele foi Voldemort antes do surgimento de Voldemort. Inclusive, a batalha mais famosa entre bruxos de todos os tempos não foi entre Harry e Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, e sim entre Grindelwald e Albus Dumbledore em 1945.

Mas antes, vamos contar um pouco da história de Grindelwald. Ele nasceu no Leste Europeu e foi para a escola no Instituto Durmstrang, na Escandinávia — onde eventualmente também iria estudar Viktor Krum, astro de Quadribol e participante do Torneio Tribuxo. Lá, Grindelwald foi sugado pela Arte das Trevas e foi expulso por fazer “experimentos horríveis”, como Dumbledore iria descrever para Harry mais tarde. Enquanto esteve lá, ele ficou obcecado pelas Relíquias da Morte — mais uma vez, outro ponto importantíssimo para os últimos livro e filmes de Harry Potter –, que ele acreditava que se tornaria invencível.

A conexão entre Grindelwald e Dumbledore é algo que foi explorado em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1; uma versão jovem do vilão até apareceu no filme, interpretado por Jamie Campbell Bower em uma cena de flashback. Esses flashbacks foram essenciais para explicar o relacionamento complicado entre os dois bruxos, e parece que vai ser o principal foco da série de Animais Fantásticos e Onde Habitam.

Foi após sua expulsão de Durmstrang que Grindelwald conheceu Dumbledore. E na virada do século, Grindelwald tentou aprender mais sobre as Relíquias da Morte em Godric’s Hollow (sim, o mesmo lugar em que Voldemort matou os pais de Harry). Tanto Grindelwald quanto Dumbledore estavam fascinados pelas Relíquias e queriam encontrar as três, ainda que por motivos diferentes. Juntos, eles planejavam começar uma nova ordem mundial, em que bruxos e bruxas dominavam a todos, incluindo cidadãos não-mágicos (ou trouxas, como costumamos dizer). Mas enquanto Dumbledore imaginava essa sociedade com regras benevolentes, as ambições de Grindelwald eram bem mais sombrias.

O plano deles chegou em um impasse quando Aberforth, irmão de Dumbledore e que aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, tenta impedir que seu irmão e Grindelwald saiam, e os três acabam entrando em uma batalha — que resulta na morte de Ariana, irmã de Dumbledore, que também aparece no longa (interessantemente, vale notar que Ariana também era uma Obscurial — uma criança com habilidades mágicas reprimidas que se transforma em uma força poderosa e sombria –, o que pode ser mais explorado nos futuros filmes). Grindelwald então fugiu para a Inglaterra e foi considero o principal culpado pela morte de Ariana. Desde então, ele continuou sozinho as ambições revolucionárias que ele e Dumbledore tanto fantasiaram.

Grindelwald (à dir) e Dumbledore (à esq.) em Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1.

Toda essa base é essencial para entender como a história de Grindelwald se encaixa no mundo de Animais Fantásticos. Considerando a época que o filme se passa, mais de duas décadas são necessárias para que o vilão chegue ao poder. O filme pincela o tema de ele querer dominar os trouxas (ou no-majs, como chamam nos Estados Unidos); inclusive, é o discurso de “Percivel Graves” no final do longa, sobre como o Congresso da Magia está sobrepondo as vontades dos no-majs e não-bruxos, que dá a dica da verdadeira identidade do personagem para Seraphina Picquery.

Grindelwald pode até ter sido capturado, mas obviamente ele vai escapar e continuar causando problemas. Seu reino de terror vai continuar no mundo mágico até 1945 (não coincidentemente, o mesmo ano em que termina a Segunda Guerra Mundial), quando Dumbledore o confronta e o derrota em um duelo (e é com esse fato que o diretor de Hogwarts se torna eternamente famoso). Os filmes de Animais Fantásticos e Onde Habitam também vão terminar em 1945, e existe uma chance grande de essa disputa mortal nas telonas ser o clímax dessa nova série.

Em Animais Fantásticos e Onde Habitam, Grindelwald está de olho em uma arma sombria e poderosa para continuar sua luta. Apesar de o público que está assistindo ao filme acreditar que é Graves quem está iludindo Credence Barebone (Ezra Miller) com promessas de ganhar poderes mágicos, na verdade é Grindelwald quem lhe entrega o colar com as Relíquias da Morte (a primeira dica de que Graves é mais do que parece) e está tentando encontrar o Obscurial. Ele falhou em sua missão, mas ainda existem chances grandes de ele continuar procurando por uma força sombria e mágica ao longo das séries para dominar o mundo.

Então como Newt Scamander (Eddie Redmayne) se encaixa nisso tudo? O primeiro Animais Fantásticos e Onde Habitam já estabeleceu que Newt e Dumbledore têm um relacionamento próximo — e Grindelwald sabe. Ele (como Graves) perguntou a Newt por que Dumbledore o defendeu durante sua expulsão de Hogwarts. Mais tarde no filme, Grindelwald claramente culpa Newt por sua captura. Com Grindelwald ciente da conexão entre Scamander e Dumbledore, o quase-magizoologista está na linha de fogo do vilão. E com a afinidade do diretor de Hogwarts por ele, Newt pode ser útil para lutar contra Grindelwald no futuro.

O primeiro Animais Fantásticos tem um tom muito parecido com o filme de Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas como essa série de Rowling, a primeira parte foi simplesmente uma maneira de introduzir os personagens a uma batalha muito maior do que imaginamos. Antes era a guerra contra Voldemort, e agora é a batalha para derrotar Grindelwald. Animais Fantásticos e Onde Habitam 2 vai se passar em Paris, Depp foi oficialmente confirmado como Grindelwald e Dumbledore também vai aparecer no filme, então fique ligado nesses detalhes que eventualmente vão se juntar para criar toda uma base para que a série se desenvolva.

A sequência de Animais Fantásticos vai chegar aos cinemas em 2018.

Fonte: ING Brasil

Obra sobre Livraria e Editora Globo ganha o Açorianos de Literatura

“A modernidade impressa”, de Paula Ramos, foi contemplado com o prêmio nesta segunda-feira.

Obra sobre Livraria e Editora Globo ganha o Açorianos de Literatura Facebook/Divulgação

A Coordenação do Livro e Literatura apresentou nesta segunda-feira os vencedores da 23ª edição do Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil. O grande vencedor da noite foi A Modernidade Impressa, de Paula Ramos, que ganhou o troféu de Livro do Ano e também foi contemplado na categoria Especial, na qual concorreu com Antônio Chimango, organizado por Luís Augusto Fischer, e Elis – uma biografia musical, de Arthur de Faria.

A Modernidade Impressa é resultado de mais de dez anos de pesquisa da autora, Paula Ramos, sobre a Livraria e Editora Globo, que marcou a história cultural de Porto Alegre na primeira metade do século 20. O trabalho também deu origem a uma exposição, em cartaz no Margs entre junho e agosto deste ano.

Já o prêmio de melhor narrativa longa ficou com Paulo Scott, com O ano em que vivi de literatura, que concorria com Só faltou o título, de Reginaldo Pujol Filho, e Mistério no Centro Histórico, de Tailor Diniz. Como melhor livro de contos, o destaque foi Amora, de Natalia Borges Polesso, que também ganhou recentemente o Prêmio Jabuti.

Confira a lista completa de vencedores:

Capa
Carne Nua, de Mônica Montanari (Belas Letras). Capa de Ernani Millan

Projeto Gráfico
A menina e o monstro e algumas pedras no caminho, de Martina Schreiner, projeto gráfico e edição da autora

Destaques Literários
Literatura RS
(página do Facebook)
Oficina de Crônicas Santa Sede

Ensaio de Literatura e Humanidades
Nós cultuamos todas as doçuras, de Marília Floôr Kosby (Escola de Poesia)

Infantil 
Então quem é?, de Christina Dias. Ilustrações de Rafael Antón (FTD)

Infantojuvenil 
Precisava de você, de Pedro Guerra (Belas Letras)

Poema
E se alguém o pano, de Eliane Marques (Escola de Poesia)

Crônica
Partes Íntimas , de Claudia Tajes (Arquipélago)

Conto
Amora, de Natalia Borges Polesso (Não Editora)

Narrativa Longa
O ano em que vivi de literatura, de Paulo Scott (Foz)

Especial
A modernidade impressa, de Paula Ramos (UFRGS)

Livro do Ano
A modernidade impressa, de Paula Ramos (UFRGS)

Prêmio Açorianos de Criação Literária 2016– Narrativa Longa
O Tríptico de Elisa, de Arthur Beltrão Telló

Fonte: ZHLivros

Julián Fuks ganha o Jabuti de romance com ‘A resistência’

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A Câmara Brasileira do Livro divulgou o resultado da 58ª edição do Prêmio Jabuti. “A resistência” (Companhia das Letras), do escritor paulistano Julián Fuks, saiu como vencedor na categoria romance. “Bazar Paraná” (Benvirá), de Luis S. Krausz, e “Desesterro” (Record), de Sheyla Smanioto, ficaram com a segunda e a terceira posição, respectivamente.

“A coisa nem é muito oficial ainda, mas nessas horas a gente confia nos amigos queridos que vão trazendo a boa notícia: ‘A resistência’ ganhou o Prêmio Jabuti! Alegria imensa por aqui!”, comemorou Fuks nas redes sociais, pouco antes do anúncio dos premiados — leia aqui a crítica de “A resistência”, por Paloma Vidal, escritora e professora da Universidade Federal de São Paulo.

Na categoria poesia, o cantor, compositor e escritor Arnaldo Antunes ficou em primeiro com “Agora aqui ninguém precisa de si” (Companhia das Letras). O segundo lugar foi para Salgado Maranhão, com “Ópera de Nãos” (7Letras), e o terceiro lugar para Leonardo Aldrovandi, com “Da lua não vejo a minha casa” (V. de Moura Mendonça Livros). Na categoria contos e crônicas, a vencedora foi Natalia Borges Polesso com “Amora” (Não Editora), derrotando o veterano Luis Fernando Verissimo (“As mentiras que as mulheres contam”, Objetiva), que ficou em segundo lugar, enquanto “Eles não moram mais aqui” (Editora Patuá), de Ronaldo Cagiano, ficou em terceiro. Antônio Carlos Vianna, morto em outubro, aos 72 anos, foi lembrado in memoriam por “Jeito de matar lagartas” (Companhia das Letras) na categoria.

Já na categoria biografias, o vencedor foi “ Mário de Andrade: Eu sou trezentos: Vida e obra ” (Edições de Janeiro), do carioca Eduardo Jardim, seguido por “Tancredo Neves: A noite do destino” (Civilização Brasileira), de José Augusto Ribeiro, e “D. Pedro: A história não contada” (Leya), de Paulo Rezzutti. Na categoria reportagem e documentário, Daniela Arbex venceu com “Cova 312” (Geração). “A outra história da Lava-jato” (Geração), de Paulo Moreira Leite, e “A noite do meu bem” (Companhia das Letras), de Ruy Castro, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2016 será no dia 24 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Na ocasião serão conhecidos os livros do ano de ficção e não ficção, cujos autores receberão R$ 35 mil cada um. Os vencedores de cada uma das 27 categorias receberão R$ 3.500.

Para esta edição, o Prêmio Jabuti traz ainda uma parceria com a Amazon. Nela, as obras finalistas das categorias romance, contos & crônicas e poesia concorrem ao prêmio “Escolha do Leitor”, decidido em votação popular no site Amazon. Os votos serão aceitos até o dia 23 de novembro.

Veja a lista completa de vencedores:

Adaptação

1º Lugar – Título: Hamlet ou Amleto – Autor(a): Rodrigo Lacerda – Editora: Editora Zahar

2º Lugar – Título: A Flauta Mágica e o Livro da Sabedoria – Autor(a): Del Candeias – Editora: Sesi-SP Editora

3º Lugar – Título: Auto da Barca do Inferno – Autor(a): Ivo Barroso – Editora: Sesi-SP Editora

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia

1º Lugar – Título: Histórias Mestiças: Catálogo – Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Adriano Pedrosa (org) – Editora:Editora Cobogó

2º Lugar – Título: Kazuo e Yoshito Ohno – Autor(a): Emidio Luisi – Editora: Edições Sesc São Paulo

3º Lugar – Título: Rio – Autor(a): Marc Ferrez – Editora: Instituto Moreira Salles

Biografia

1º Lugar – Título: Mário de Andrade: Eu sou Trezentos: Vida e Obra – Autor(a): Eduardo Jardim – Editora: Edições de Janeiro

2º Lugar – Título: Tancredo Neves: a Noite do Destino – Autor(a): José Augusto Ribeiro – Editora: Civilização Brasileira

3º Lugar – Título: D. Pedro: a História não Contada – Autor(a): Paulo Rezzutti – Editora: Leya

Capa

1º Lugar – Título: O Gigante Enterrado – Capista: Alceu Chiesorin Nunes – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Baré: Povo do Rio – Capista: Tuut Design – Editora:Edições Sesc São Paulo

3º Lugar – Título: O Sumiço – Capista: Diogo Droschi – Editora:Autêntica

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática

1º Lugar – Título: Capitalismo e Colapso Ambiental – Autor(a): Luiz Marques – Editora: Editora Unicamp

2º Lugar – Título: A Utilidade do Conhecimento – Autor(a): Carlos Vogt – Editora: Editora Perspectiva

3º Lugar – Título: Energia e Matéria: da Fundamentação Conceitual às Aplicações Tecnológicas – Autor(a): Carlos Alberto dos Santos (org) – Editora: Editora Livraria da Física

Ciências da Saúde

1º Lugar – Título: Tratado de Neurocirurgia – Autor(a): Mario G. Siqueira – Editora: Manole

2º Lugar – Título: Ecocardiografia Fetal – Autor(a): Lilian Lopes – Editora:Revinter

3º Lugar – Título: Acidente Vascular Cerebral Prevenção, Tratamento Agudo e Reabilitação – Autor(a): Gisele Sampaio Silva, Renata Carolina Acri Nunes Miranda, Rodrigo Meirelles Massaud – Editora: Editora Atheneu

Ciências Humanas

1º Lugar – Título: Flores, Votos e Balas – Autor(a): Angela Alonso – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Mutações: Fontes Passionais da Violência – Autor(a):Adauto Novaes (org.) – Editora: Edições Sesc São Paulo

3º Lugar – Título: Ancestrais e suas Sombras: Uma Etnografia da Chefia Kalapalo e seu Ritual Mortuário – Autor(a):Antonio Guerreiro – Editora:Editora da Unicamp

Comunicação

1º Lugar – Título: Para Além do Código Digital. O Lugar do Jornalismo em um Mundo Interconectado. – Autor(a): Carlos Sandano – Editora:Edufscar

2º Lugar – Título: Comunicação, Mediações, Interações – Autor(a):Lucrécia D’alessio Ferrara – Editora: Paulus Editora

3º Lugar – Título: Incômodos Best-Sellers, USA: Publicidade, Consumo e seus Descontentes – Autor(a): José Carlos Durand – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Contos e Crônicas

1º Lugar – Título: Amora – Autor(a): Natalia Borges Polesso – Editora:Não Editora

2º Lugar – Título: As Mentiras que as Mulheres Contam – Autor(a): Luis Fernando Verissimo – Editora: Objetiva

3º Lugar – Título: Eles Não Moram Mais Aqui – Autor(a): Ronaldo Cagiano – Editora: Editora Patuá

In Memoriam – Título: Jeito de Matar Lagartas – Autor(a): Antonio Carlos Viana – Editora: Companhia das Letras

Didático e Paradidático

1º Lugar – Título: Sete Janelinhas – Meus Primeiros Sete Quadros – Autor(a): Carla Caruso e May Shuravel – Editora:Editora Moderna

2º Lugar – Título: Convivendo em Grupo – Almanaque de Sobrevivência em Sociedade – Autor(a): Leusa Araújo – Editora: Editora Moderna

3º Lugar – Título: O Mundo dos Livros – Autor(a): Bia Bedran – Editora:Nova Fronteira

Direito

1º Lugar – Título: Direito Civil: Responsabilidade Civil – Autor(a): Bruno Nubens Barbosa Miragem – Editora: Editora Saraiva

2º Lugar – Título: Dicionário de Direito de Família e Sucessões: Ilustrado – Autor(a): Rodrigo da Cunha Pereira – Editora: Editora Saraiva

3º Lugar – Título: Autonomia e Frustração da Tutela Penal – Autor(a):Maria Auxiliadora Minahim – Editora: Editora Saraiva

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer

1º Lugar – Título: Devagar e Simples – Autor(a): André Lara Resende – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Propriedade Intelectual e Inovações na Agricultura – Autor(a): Antônio Márcio Buainain, Maria Beatriz Machado Bonacelli e Cássia Isabel Costa Mendes – Editora: Ideia D

3º Lugar – Título: Saúde e Cidadania: a Tecnologia a Serviço do Paciente e não ao Contrário – Autor(a): Claudio Lottenberg – Editora:Editora Atheneu

Educação e Pedagogia

1º Lugar – Título: Redesenhando o Desenho – Educadores, Política e História – Autor(a): Ana Mae Barbosa – Editora:Cortez Editora

2º Lugar – Título: História do Tempo e Tempo da História: Estudos de Historiografia e História da Educação – Autor(a):Dermeval Saviani – Editora: Autores Associados

3º Lugar – Título: Juventude e Pensamento Conservador no Brasil – Autor(a): Katya Mitsuko Zuquim Braghini – Editora: EDUC – Editora da PUC-SP / Fapesp

Engenharias, Tecnologias e Informática

1º Lugar – Título: Operações Unitárias na Indústria de Alimentos – Autor(a): Carmen Cecilia Tadini, Vânia Regina Nicoletti, Antonio José de Almeida Meirelles, Pedro de Alcântara Pessoa Filho – Editora: LTC

2º Lugar – Título: Hidrologia – Autor(a): Luciene Pimentel – Editora:Editora Elsevier

3º Lugar – Título: Drenagem Urbana – Autor(a): Marcelo Miguez Et Al – Editora: Editora Elsevier

Gastronomia

1º Lugar – Título: O Frango Ensopado da Minha Mãe – Autor(a): Nina Horta – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Cozinha e Indústria em São Paulo: do Rural ao Urbano – Autor(a): Maria Cecília Naclério Homem – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

3º Lugar – Título: Queijos Brasileiros à Mesa com Cachaça, Vinho e Cerveja – Autor(a): Bruno Cabral e Manoel Beato – Editora: Editora Senac São Paulo

Ilustração

1º Lugar – Título: Novelas Exemplares – Ilustrador(a): Vânia Mignone – Editora: Cosac Naify

2º Lugar – Título: Terra Papagalli – Ilustrador(a): Eduardo Parentoni Brettas – Editora: Marte Cultura e Educação

3º Lugar – Título: Quando me Descobri Negra – Ilustrador(a): Mateu Velasco – Editora: Sesi-SP Editora

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º Lugar – Título: O Barco dos Sonhos – Ilustrador(a): Rogério Coelho – Editora: Editora Positivo

2º Lugar – Título: Minha Vó sem Meu Vô – Ilustrador(a): Mariângela Haddad – Editora: Miguilim

3º Lugar – Título: Flávia e o Bolo de Chocolate – Ilustrador(a): Bruna Assis Brasil – Editora: Rocco

Infantil

1º Lugar – Título: Inês – Autor(a): Roger Mello – Editora: Companhia das Letrinhas

2º Lugar – Título: Lá e Aqui – Autor(a): Carolina Moreyra e Odilon Moraes – Editora: Editora Zahar

3º Lugar – Título: A Divina Jogada – Autor(a): José Santos – Editora:Editora Nós

Infantil Digital

1º Lugar – Título: Pequenos Grandes Contos de Verdade – Autor(a):Oamul Lu e Isabel Malzoni – Editora: Editora Caixote

2º Lugar – Título: Mãos Mágicas – Autor(a): Tereza Yamashita & Suppa – Editora: Editora Sesi-SP

3º Lugar – Título: Chove Chuva – Aprendendo com a Natureza: Sabedoria Popular – Autor(a): Magali Queiroz – Editora:Alis Editora

Juvenil

1º Lugar – Título: O Labatruz e Outras Desventuras – Autor(a): Judith Nogueira – Editora: Quatro Cantos

2º Lugar – Título: Cartas a Povos Distantes – Autor(a): Fábio Monteiro – Editora: Paulinas

3º Lugar – Título: Iluminuras – Autor(a): Rosana Rios – Editora: Editora Lê

Poesia

1º Lugar – Título: Agora Aqui Ninguém Precisa de Si – Autor(a): Arnaldo Antunes – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Ópera de Nãos – Autor(a): Salgado Maranhão – Editora: 7Letras

3º Lugar – Título: Da Lua Não Vejo a Minha Casa – Autor(a): Leonardo Aldrovandi – Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro)

Projeto Gráfico

1º Lugar – Título: Capas de Santa Rosa – Responsável pelo projeto gráfico: Negrito Produção Editorial – Editora:Edições Sesc São Paulo e Ateliê Editorial

2º Lugar – Título: Maní – Responsável pelo projeto gráfico: Paola Biachi, Daniel Redondo, Elena Rizzo. – Editora:DBA

3º Lugar – Título: Marcas do Tempo: Registros das Marcas Comerciais do Pará – 1895 a 1922 – Responsável pelo projeto gráfico: Paulo Maurício Coutinho – Editora: Secretaria de Cultura do Pará / Junta Comercial do Pará

Psicologia, Psicanálise e Comportamento

1º Lugar – Título: Lacan Chinês: Poesia, Ideograma e Caligrafia Chinesa de uma Psicanálise – Autor(a): Cleyton Andrade – Editora: Editora da Universidade Federal de Alagoas

2º Lugar – Título: Mal- Estar, Sofrimento e Sintoma – Autor(a): Christian Ingo Lenz Dunker – Editora: Boitempo Editorial

3º Lugar – Título: Litorais da Psicanálise – Autor(a): Ana Costa – Editora:Escuta

Reportagem e Documentário

1º Lugar – Título: Cova 312 – Autor(a): Daniela Arbex – Editora: Geração

2º Lugar – Título: A Outra História da Lava-jato – Autor(a): Paulo Moreira Leite – Editora: Geração

3º Lugar – Título: A Noite do Meu Bem – Autor(a): Ruy Castro – Editora:Companhia das Letras

Romance

1º Lugar – Título: A Resistência – Autor(a): Julián Fuks – Editora:Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Bazar Paraná – Autor(a): Luis S. Krausz – Editora:Benvirá

3º Lugar – Título: Desesterro – Autor(a): Sheyla Smanioto – Editora:Record

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas

1º Lugar – Título: Dicionário da História Social do Samba – Autor(a): Nei Lopes e Luiz Antonio Simas – Editora:Civilização Brasileira

2º Lugar – Título: Língua e Sociedade Partidas: a Polarização Sociolinguística do Brasil – Autor(a): Dante Lucchesi – Editora: Editora Contexto

3º Lugar – Título: Argumentação – Autor(a): José Luiz Fiorin – Editora:Editora Contexto

Tradução

1º Lugar – Título: Hamlet – Tradutor(a): Lawrence Flores Pereira – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar – Título: Poética – Tradutor(a): Paulo Pinheiro – Editora: Editora 34

3º Lugar – Título: O Sumiço – Tradutor(a): Zéfere – Editora: Autêntica

Fonte : O Globo